Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Zweig.

por FJV, em 23.02.22

Credit: ullstein bild via Getty Images/ullstein bild

O cenário de destruição que atingiu Petrópolis recordou-me Stefan Zweig (1881-1942), que encontrou aí refúgio depois de, em 1940, ter escapado ao nazismo e ter atravessado o Atlântico. Em 1941 publicou Brasil, País do Futuro – título que constitui, em simultâneo, uma promessa e uma maldição. Mas não é do Brasil nem de Petrópolis que hoje se deve falar, apesar dos demónios do desprezo e da infelicidade, e sim de Stefan Zweig, que viveu naquelas montanhas sobre o Rio de Janeiro. Pessimista e muito para lá de culto, com raízes judaicas, Zweig foi um dos grandes humanistas europeus do século XX – ensinou-nos que a História se reencontra com os nossos medos e as nossas desilusões; as suas biografias (Fernão de Magalhães, Maria Antonieta ou Balzac, por exemplo), tal como a maior parte dos seus romances, são estudos sobre a complexidade e o desejo, sobre o destino de vidas de exceção num tabuleiro de xadrez em movimento perpétuo – e sobre nós mesmos enquanto seres em busca de alguma perfeição. Passam hoje 80 anos sobre o suicídio de Stefan Zweig, o autor de Amok ou A Novela de Xadrez.

Da coluna diária do CM.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.