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Veganocriminalismo.

por FJV, em 03.04.18

Admito que os militantes anti-touradas rejubilem quando um toureiro é morto pelo touro; no fundo, é um dos resultados possíveis da luta entre duas forças da natureza, o homem e o touro – na qual é permitido tomar partido. Mas vale a pena analisar o que ocorreu em França, na semana passada: uma militante vegana declarou-se satisfeita por um terrorista ter executado o funcionário do talho de Trèbes; não por concordar com a ação de Radouan Lakdim, autor do atentado reivindicado pelo Estado Islâmico, mas porque ela via o homem da charcutaria como “um assassino que vende carne de animais”; portanto, a sua execução – como escreveu na net – era um acto de justiça. Este raciocínio é absurdo, sim, mas foi lido por muita gente que, intimamente, concorda com este nível de justiça. Não quero maçá-los, ó leitores, com a conversa sobre como o número de chalados aumentou nos últimos tempos. Mas gostava muito de lembrar-lhes que, se o excesso de legumes e de tofu não prejudica os neurónios, a verdade é que há causas que começam a ser excessivas no seu nível de ressentimento contra a humanidade.



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