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Tão velho

por FJV, em 13.04.15

Assinala-se agora a publicação do primeiro número da Orpheu, farol da nossa pequena modernidade. Só foram publicados dois números, mas as réplicas produziram gerações de que Fernando Pessoa e os seus heterónimos se distinguem acima de todas as outras referências. O início do século XX deu-se, no entanto, com o adeus de Eça de Queirós e as páginas finais de Os Maias, onde o perfume de decadência se sobrepõe a todos os outros. Passado um século, o “ambiente literário” não é melhor. Comparando as polémicas da época com as de hoje, a diferença é triste: os autores de então eram mais livres, seguramente, e não tinham os receios de hoje. Hoje, Júlio Dantas poderia passar pela baixa lisboeta, cruzar-se de novo com Almada Negreiros, e repetir a frase que é suposto ter dito na época: “Este Almada, sempre tão velho, coitado.”

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