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Os médicos espanhóis.

por FJV, em 18.06.08

De Espanha, além de maus ventos, veio, nos últimos anos, um grande número de médicos e de enfermeiros galegos, asturianos, andaluzes, estremenhos, o que for – mas espanhóis. Agora, parece que em Espanha estão a requisitá-los, depois de terem adquirido a especialidade nas nossas províncias. Portugal não pode acompanhar a oferta espanhola e deixa-os sair. Foi graças a eles que o interior pôde dispor de médicos suficientes. Em muitos casos, eram lugares onde os médicos portugueses não queriam trabalhar. Eles foram para lá. Foram e ganharam a simpatia de toda a gente, mesmo sendo maltratados pela brigada de trânsito, que lhes andava no encalço. Passavam a fronteira quando podiam, viviam em vilas do interior, eram discretos, polidos. Antes que vão embora, eu quero agradecer-lhes.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Notícias do bloqueio.

por FJV, em 12.06.08

Os protestos dos camionistas ou do ‘movimento paralisação’ são coisa branda e melíflua. Se quisessem paralisar o país, vinham para a porta das cidades e impunham um cerco decisivo às classes médias – assim, basta-lhes reeditar a ideia dos ‘piquetes’ e penalizar o abastecimento a quem tem de ir ao supermercado ou à bomba de gasolina, gente remediada. É uma hipocrisia, um protesto quase invisível e em lume brando. Eles sabem que, desta maneira, Sócrates não lhes manda a polícia – mas reconhecem que estão "a causar problemas ao país". A questão é que muitos dos socialistas que hoje frequentam as salas do poder estiveram na Ponte 25 de Abril a apoiar o bloqueio de 1995, colaborando com a revolta dos camiões e o cerco a Lisboa. Se lhes apetece usar a lei, o passado impede-os.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Portagens

por FJV, em 12.06.08

 

 

Parece que os utentes de auto-estradas com troços em obras superiores a 10 kms vão poder ter o seu dinheiro de volta. É uma excelente notícia, não por causa dos cêntimos, mas por causa do princípio. O que se paga por uma portagem justifica que o ‘utente’ tenha um determinado serviço; se o serviço não é prestado, não se paga. A medida foi defendida há anos por Manuela Ferreira Leite, que não a executou quando chegou ao governo; e foi também afastada pelo governo socialista, que achava que os automobilistas iam entupir as auto-estradas se houvesse borla. Claro que aqui há marosca: para devolver um euro que seja, a Brisa há-de inventar uns trâmites tão aborrecidos e desmobilizadores que ninguém há-de querer ir para a fila. Mas é um sinal de que começa a haver respeito.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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Lip service. Acordo Ortográfico visto de Inglaterra, ooops, de Madrid.

por FJV, em 02.05.08
No The Independent de hoje, artigo assinado pela correspondente em Madrid: «Portugal may have to recognise the inevitable by bowing to the economic and cultural predominance of Brazil, its former colony. The once proud imperial power is considering reforming its language to accommodate recent linguistic developments in the South American economic powerhouse, with which it shares a language.»

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Cientista do ano em Portugal.

por FJV, em 29.12.07


Carlos Fiolhais, no De Rerum Natura, escolhe como pessoa do ano a cientista Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência, de Oeiras; vale a pena saber porquê. Mónica Bettencourt Dias investiga «problemas de divisão celular e que, depois de ter regressado do estrangeiro, viu este ano não só mais trabalhos publicados nas melhores revistas (depois da “Nature” foi a “Science” e a “Current Biology”) como também a distinção pública do seu trabalho através de vários prémios. Ela representa uma geração de jovens cientistas que estão a provar que em Portugal se pode fazer ciência de elevada qualidade.»

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