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por FJV, em 20.10.07
||| A vergonha não se redime assim.









Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, dois boxeurs cubanos, desertaram da delegação cubana durante os jogos Pan-Americanos do Rio. O governo brasileiro mandou que eles fossem presos e deportados, a 4 de Agosto último. Regressaram a Cuba num avião colocado à disposição por Hugo Chávez. A Comissão de Relações Experiores do Congresso Brasileiro decidiu investigar as condições em que o governo de Lula devolveu os cubanos à procedência, sobretudo depois de a imprensa noticiar que eles já não estão em Havana e sim num local recôndito e desconhecido da ilha. Assim, decidiu enviar um grupo de deputados a Cuba, a fim de entrevistarem os rapazes. O embaixador de Cuba em Brasília negou o visto, com o argumento de que se trata de um assunto interno do seu país.
O embaixador de Cuba tem razão. A vergonha foi cometida no Brasil e os seus responsáveis têm nome. Lula é o primeiro deles, no topo da lista.
[FJV]

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por FJV, em 28.09.07
||| Democratização com a IURD.








Enquanto o governo não tem o seu próprio canal de televisão (mas vai ter, além da Radiobrás com o seu «Hora do Brasil»), Lula e os bispos da IURD aliam-se em prol da «democratização da comunicação social» no lançamento da Record News. [Na foto, Lula e o bispo Edir Macedo.] É a aliança que faltava, mas não é de estranhar. Edir Macedo já é o super-herói do povo.

Opinião de Reinaldo Azevedo: «Os amanhãs sorridentes estão garantidos. Nesta madrugada, enquanto a Record News reapresentava um jornal e depois reprisava as entrevistas de Renan Calheiros e de Lula, a outra Record garantia que, se tudo vai mal da vida do telespectador, basta que ele vá a uma Igreja Universal para participar de uma tal cerimônia dos 318 pastores. [...] PT e Universal são duas máquinas de explorar a ignorância, a crendice, a miséria material e a pobreza espiritual. [...]
Macedo e Lula tinham o que comemorar, não é? Um lançava a Record News, e o outro, a Lula News. Ambos estão crentes de que, desta feita, derrotam os inimigos. Mas eles têm também uma fragilidade: os aparelhos que criaram dependem de suas respectivas intervenções pessoais. Sem herdeiros, tendem a se esfacelar. E é o que vai acontecer. Para o bem da democracia. E do cristianismo.»
[FJV]

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por FJV, em 15.09.07
||| Os delinquentes. Tinham saudades?
Os delinquentes salvaram a pele. Renan Calheiros não foi salvo pela escumalha; o que ele abriu foi uma crise descomunal de que o Brasil se livrará com dificuldade. Ao mesmo tempo que o PT lança vergonhosamente sinais de que, por si, mudaria a Constituição para um terceiro mandato de Lula (a história do 3 na estrelinha do partidão, com o apoio discreto do Banco do Brasil), o salvamento do presidente do Senado significa que, a partir de agora, a política do lulismo pode tudo. Com chantagem e com despudor, à vista de toda a gente. Queriam-no? Aí o têm, ao Apedeuta.
[FJV]

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por FJV, em 02.09.07
||| Piada do ano.







«Ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido.» Lula, no Congresso do PT, em S. Paulo.

Adenda 1: «O que é importante é que nada que nos aconteça, processados ou não, pode nos esmorecer.» Ele não sabia nada.


Adenda 2:
Outra piada do ano é a reestatização da Vale do Rio Doce, uma outra «obrigação moral» do PT. O grupo que pede um plebiscito sobre a privatização da Vale está, como se compreende, cheio de «autoridade moral, ética e política» (trata-se do MST, UNE e CUT; coisa fina).

[FJV]

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por FJV, em 28.08.07
||| O cerco. 40-40.







Todos os 40 denunciados pela procuradoria-geral da República foram constituídos réus pelo Supremo Tribunal de Justiça do Brasil, englobando a cúpula do PT. Não se trata de uma condenação, mas de abrir portas para aquilo que o lulismo sempre evitou e condenou: que os membros da quadrilha fosse julgados.
A decisão do STJ brasileiro ao aceitar todas as denúncias apresentadas pelo procurador-geral, transformando em réus dirigentes nacionais do PT (Dirceu, Genoíno, Luzinho...) em que Lula sempre depositou confiança e que o partido continua a festejar, constitui um sério revés no lulismo, na forma como tem gerido os seus negócios, como se tem apropriado da máquina do Estado brasileiro, como tenta fazer de conta de que não é nada e como não quer livrar-se do seu lixo. O lugar de Lula no altar dos santos padroeiros não sai beliscada; mas ele foi e é o chefe daquilo que o procurador-geral designou de quadrilha e de «sofisticada organização criminosa» (o documento da denúncia pode ser lido aqui). «Lula não sabia de nada»; ninguém de bom senso acredita neste refrão, repetido vezes sem conta pelo próprio. Desta vez, porém, é o coração do lulismo que é atingido: não apenas a classe dirigente do PT como, também, os seus aliados instrumentais durante o primeiro mandato (a que, no segundo mandato acrescenta a José Sarney gente como Renan Calheiros ou Jader Barbalho). E é o próprio evangelizador n.º 1, Duda Mendonça («o homem que traduziu o petismo para os simples de espírito») caiu na rede dos réus. A condenação moral pesa sobre o partido que era o campeão da moral e que se tinha apropriado, à esquerda, de toda a moral. Acho que ela pesa sobre Lula.

Para cúmulo, leia, no blog de Josias de Sousa /Folha de S. Paulo, a referência ao «mega-jantar organizado para render homenagens aos camaradas-mensaleiros. A escolha do cardápio não poderia ter sido mais adequada: pizzas».
[FJV]

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por FJV, em 01.08.07
||| Lula não gosta de vaias. Ele ia para uma festa.
Momento Campo Grande: «O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu hoje, em Campo Grande, a um protesto de “meia dúzia de meninos gritando fora [Lula]” e disse que “as pessoas deste país precisam aprender a não brincar com a democracia”.»
Momento Cuiabá: «Eu acho que Deus, quando fez a gente, ele nos fez perfeitos. Temos duas orelhas, uma para escutar vaias e outra para escutar aplausos. Isso não incomoda, sobretudo se os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo.»
Momento Pan-Americanos: «A vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá. Eu tenho certeza de que não é esse o pensamento do Rio de Janeiro.»
[FJV]

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