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Ler.

por FJV, em 20.01.09

Dois posts do Lourenço sobre uma insignificância: ler.

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Património.

por FJV, em 03.01.09

 

«PATRIMÓNIO. Os números podiam não enganar, mas enganam – ao acréscimo de visitas a museus e monumentos nacionais não corresponde o necessário investimento na protecção, recuperação e valorização do Património monumental ou edificado. Um recente 'regime geral dos bens de domínio público', da responsabilidade do Ministério das Finanças, permite ao Estado alienar (vender) para obter 'receitas extraordinárias' com o Património. Mas, em tempos de ‘crise’, ninguém se preocupa com o que as Finanças declaram supérfluo.» [...] «As “artes do espectáculo” (um eufemismo para dizer “espectáculo custe o que custar”) serão, em ano de eleições, as preferidas dos orçamentos; o Património continuará desprotegido e haverá mais denúncias de ruínas descuidadas, aqui e ali.»

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Psicólogos da treta.

por FJV, em 17.12.08

B., ao telefone, contou-me que a psicóloga tinha «explicado» ao seu filho, na escola, que a sua recusa em ler se devia ao facto de tanto a mãe como o pai trabalharem «no mundo dos livros». Tratava-se de «uma revolta», não tão violenta como a dos gregos, mas enfim, uma revolta contra a família, o totem & o tabu. Sugeri que mãe e pai deviam ir fumar charros para o quarto do filho, encher-lhe os ouvidos com death-metal e acid, queimar os clássicos gregos na varanda em cerimónias rituais ou projectarem filmes da Bücherverbrennung nazi, e por aí adiante.

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A senhora Condessa.

por FJV, em 19.06.08

Cansado e com insónias, redescubro sempre os livros que me tranquilizam. Ontem foi Os Maias de novo. A velha escola explica o fascínio pelo livro: os personagens, os diálogos, as cenas, o fio da navalha. Podia ser A Grande Arte ou O Monte dos Vendavais (redescobri a velha edição Romano Torres, cheia de anacronismos) enquanto espero que a Antígona faça a reedição do Tristram Shandy num só volume. Podia ser A Cidade e as Serras, que me ilumina e reconforta muito mais. Ou Memórias Póstumas de Brás Cubas, que chama pelo riso. E, ao voltar as páginas, elogio sempre a senhora Condessa de Gouvarinho. Tenho por ela uma secreta admiração; é uma personagem injustiçada pelo machismo de Eça. Na verdade, destinada a distrair Carlos da Maia do seu tédio mortal (mas é ela que toma a dianteira, que decide, que seduz), a senhora Condessa dava, por si só, um romance, arrastando aquele perfume de verbena, os vabelos ruivos, a vontade de trair e de ir expiar os seus pecados à igreja de Santos. Ela e Craft, à distância, com a música de Cruges em fundo, podiam ser dois personagens fatais. Na verdade, são dois personagens fatais.

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Ronaldo.

por FJV, em 19.06.08

João Pereira Coutinho explica por que razão Cristiano Ronaldo põe ovos e arruinou esteticamente gerações sucessivas de portugueses.

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