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por FJV, em 20.11.07
||| Espanha: o nacionalismo na escola.












O nacionalismo como uma doença fatal. Leia aqui uma imprescindível reportagem de El Mundo sobre como as editoras de livros escolares alteram, censuram ou acrescentam figuras ao conteúdo dos manuais consoante a região a que se destinam:
«Un joven de 16 años de Bilbao puede concluir sus estudios sin que en sus libros hayan mencionado la Constitución Española, la figura del Rey, los símbolos del país al que pertenece o las protestas contra el terrorismo de ETA. También es frecuente que se le oculte la existencia de los yacimientos cercanos de Atapuerca y Altamira, el Camino de Santiago y la participación de los vascos en el Descubrimiento de América.»

«En Barcelona, un joven puede rebuscar en su libro el Siglo de Oro y no hallarlo. O interesarse por los Juegos Olímpicos del 92, el mayor acontecimiento internacional y deportivo celebrado en su ciudad, y sólo encontrar que "fueron el punto álgido en la reconstrucción nacional [de Cataluña]". De la lluvia de medallas y del oro que España logró en fútbol en el Camp Nou, ni una palabra. Pero sí un extenso ejercicio para la asignatura de Lengua Catalana con la simulación, por parte del alumno, de la retransmisión radiofónica de la final de la Copa del Mundo entre Brasil y Cataluña.»

«En otro extremo de España, una chica de Huelva estudiará la Guerra Civil como si se tratara de una invasión de Andalucía por parte de fuerzas de ocupación y, simultáneamente, un niño de La Coruña leerá en su manual de Lengua que en Cáceres el gallego no goza de protección.»

«El resultado es una abismal fragmentación educativa, un puzzle de libros de texto que no encajan entre sí: conocimientos diferenciados, sentimientos de agravios entre comunidades autónomas, odio hacia lo español, imposibilidad para compartir un mismo sistema escolar y universitario y dificultad para converger dentro de un mismo mercado laboral.»

[FJV]

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por FJV, em 28.05.07
||| Por outros motivos.
Zapatero irrita-me, e isto é absurdo. Irrita-me ele querer mudar Espanha, tornar Espanha «mais civilizada», a deitar-se a horas e a levantar-se para fazer jogging, a viver em ambientes saudáveis e livres do cheiro de Ducados e de canarinos (lembro-me sempre dos textos de Montalbán sobre o Condal n.º1, charuto de eleição de Pepe Carvalho). Irrita-me a legislação contra a siesta, aquele perfeccionismo intrometido na vida individual, que terá de passar a ser elegante, limpinha, nada promíscua, cheia de produtividade e de asseio. Mudar a Espanha é atraiçoar a nossa memória de bocadillos e de tortilla de bacallao y de patatas, de pesols a la catalana, de flamenquines asturianos, de conill a la brasa amb all i oli, de boquerones en vinagre, coquinas al ajillo, albóndigas con tomate ou cocido galego. Tenho uma grande nostalgia dessa Espanha incivilizada cheia de adeptos do Atlético e do Real, do Elche e do Ossasuna. Há uns meses, enquanto servia uns calamares fritos, uns pratinhos de pulpo de feira e umas empanadas quentes, a dona do Mesón de la Chispa (na Galiza, uma coisa que vem da minha adolescência, juntamente com o vinho branco de Monterrey) queixava-se de que agora toda a gente quer comida de fusão e que já não se encontravam apreciadores de lacón con grelos. Às vezes, quando vejo Zapatero sorrir ou revejo a comunicação ao país de Ignacio Buqueras, Presidente da Comisión Nacional de Horarios (anunciando que ia mudar os horários espanhóis para que os cidadãos vivessem mais felizes e menos angustiados), até dos velhos comboios da Renfe tenho saudades, daqueles que atravessavam Navarra a 80 kms/h, para não falar dos textos culinários de Puga y Parga (o autor de 56 Maneras de Guisar el Bacalao) ou das dispepsias de D. Álvaro Cunqueiro. Ou das tardes de café, copa y puro. Nós temos direito a essa Espanha incivilizada, quero lá saber da Espanha zapatera.
[FJV]

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por FJV, em 28.05.07
||| Espanha.
«Raramente se tiram ilações das frases bombásticas proferidas no calor das campanhas eleitorais.» A frase está bem situada e eu apenas substituiria «ilações» por «consequências» no post de Tomás Vasques sobre as eleições em Espanha. Passámos um bocado da noite na expectativa de «maré sobe, maré desce» para ver se a esquerda ganhava ou se a direita perdia. Sinceramente, «esquerda» e «direita», nestas coisas, são coisas para festejar com moderação. A frase de Aznar citada pelo Tomás é certamente idiota («Cada voto que no vaya al PP será un voto para que ETA esté en las instituciones»), mas Aznar não é um modelo fantástico. Se a frase fosse para levar à letra, os resultados deviam ser tidos em conta – e julgaríamos que, de facto, metade do eleitorado queria que «a ETA estivesse nas instituições». Não é esse o caso mas Aznar merece a resposta. Só que, de facto, «raramente se tiram ilações das frases bombásticas proferidas no calor das campanhas eleitorais». Ninguém perdeu realmente em Espanha; o afrontamento continua. Mas Zapatero perdeu um grau de confiança, o que me parece bem.
[FJV]

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