Conheci-o na universidade e assisti a meia dúzia de aulas suas. Joel Serrão levou a História por outros caminhos, pelos mapas da literatura, da filosofia -- e fez-nos interessar, a muitos, pela história contemporânea portuguesa. Relembro de Joel Serrão uma grande generosidade, a par do grande instrumento que era o Dicionário de História de Portugal, verdadeiramente monumental para a época. Na verdade, foi ele que me levou a ler Fernando Pessoa e Cesário Verde.
Há uma sensação de perda, com a morte de Maria Gabriela Llansol. Pelos seus textos, pelo seu afastamento, pela sua distância. Não sendo ficcionista, nem romancista, Llansol era prosadora. Tinha uma ideia da prosa, do sentido e da escrita. Estava para lá do romance.