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Marmelo galego.

por FJV, em 12.01.09

Manuel Jorge Marmelo no programa «Libro Aberto», da televisão galega, entrevistado sobre o seu novo romance, As Sereias do Mindelo.

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He gave all his heart.

por FJV, em 31.12.08

Acabou o Estado Civil.

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O Filipe joga em Coimbra e vai ganhar.

por FJV, em 09.12.08

 

Hoje, 9 de Dezembro, na Livraria Bertrand do C.C. Dolce Vita, em Coimbra, pelas 21.30h, vamos estar com o Filipe Nunes Vicente no lançamento do seu novo livro, Amor e Ódio (edição Quetzal). Paulo Mota Pinto apresenta.

 

Alguns textos do livro:

«Anos a fio a ouvir histórias de amores e é sempre a mesma coisa: elas querem tudo, eles só querem uma coisa. Se há um amor feminino, ele é uma mancha de óleo no mar do norte. Elas querem filhos, carinho, segurança, dinheiro, diversão. É um amor adulto, total, absoluto.
Se existe um amor masculino, ele enrola-se na posse. O corpo delas, evidentemente, mas também a cabeça. O ciúme masculino é sempre um adiantamento que a imaginação faz ao lençol. Mas esgota-se quando chega o novo catálogo. É um amor igual ao que as mulheres têm por um par de sapatos novos.»

 

«Ter prazer é o programa oficial para a família ocidental de hoje. É um bom programa, melhor até do que o anterior que assentava na cooperação e na reprodução. O problema é que é um programa curto. A maioria das pessoas divorcia-se porque deixa de ter prazer na convivência com o outro. Este desprazer pode advir da essência ou dos reflexos dos aromas ( jogo subterrâneo, recusa da humilhação, etc). Uma vez livre, a pessoa inicia outro projecto de prazer familiar. Tudo correcto. Subsiste, no entanto, um pequeno aroma a rolha na degustação. A antiga estabilidade da família , robusta e encorpada, desaparece para dar lugar a um arranjo molecular altamente volátil. Como ainda somos animais, transportaremos este hábito para o espaço social ( repetição, repetição, já dizia o Deleuze das longas unhas). Daqui decorre que em breve os alunos de sociologia substituirão a ladainha "o homem é um ser social" por outra mais tautológica: "o homem é um ser individual".»

 

«A crueldade pode portanto ser crime ou afecto, mas é sempre eficácia em movimento. A decisão, o ataque à garganta, a escolha do momento absolutamente certo. Pode ser própria do mais fraco, mas bem executada altera a correlação das forças. Clausewitz demonstra como Frederico II, em inferioridade numérica, ganhou a batalha de Leuthen: enviou o grosso das tropas ao coração dos austríacos. A crueldade é, frequentemente, o que em cada momento é necessário fazer, e o momento não se julga; quando muito, há-de julgar-nos.»

 

«Podemos falar da traição. Com ou sem casamento, hetero ou gay, cyborg ou simiesca, ela existe sempre. Menos nos leões. O leão assiste o seu pride e nunca é traído enquanto vive ( já não assiste ao saque do invasor); também nunca trai as sua fêmeas, só acasala com as mulheres do grupo. Um arranjo interessante. As leoas são livres da esperança que ainda infecta as mulheres obedientes: podia ser que ele mudasse, esperei que ele ficasse mais carinhoso. Tudo em troca do perdão que assegurou a unidade da célula. Um arranjo não menos interessante. Os poucos homens que perdoam não esperam nada a não ser o segredo e uma imaginação misericordiosa; os leões pagam com a vida.»

 

«Há mulheres que enquanto remodelam ou compram casa nova e familiar já pensam em deixar o marido. Tenho deparado com várias e fico sempre a olhar para elas. Extasiado. Como é que coabita naqueles cérebros a ideia de alargar o ninho e a vontade de despachar o providenciador de genes? A resposta é simples: aqueles cérebros são muito mais sofisticados do que os masculinos. Diante de um marido irremediavelmente bronco e sem conserto, elas apostam naquilo que ele lhes pode ( ainda) oferecer: ajuda para melhorar a caverna. Uma vez concluída a obra podem finalmente despachar o taralhouco. A cultura actual - subsistência garantida e sexo sem coacção - recuperou uma velha e paleolítica aspiração feminina: palerma, homens há muitos

 

«A morte nunca morre. O tempo encarrega-se da reanimação consecutiva. O amor morre com frequência: umas vezes à nascença, outras devido à seca extrema, com frequência levado na tempestade. A morte esconde-se em fotografias, nas janelas entaipadas, no nariz tantas vezes. Como não vive, não envelhece. Está sempre disponível, é forte, concreta e fiável. Fingimos que o amor nunca morre porque somos dados ao espiritismo.»

 

«Se a culpa fosse um animal seria uma hiena. Fisi ou m'Pisi tanto faz: chega de noite e come qualquer coisa. É longeva, a besta. Julgo mesmo que sobrevive às recordações dos episódios, pelo menos de forma mais intacta. Como todos os scavengers, a culpa é um agente ecológico. Não fosse ela e seríamos tentados a pensar que tudo aconteceu devido a uma sucessão de imponderáveis; não fosse ela e as sobras das nossas acções apodreceriam ao sol. Assim apodrecemos nós.»

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O leopardo está entre nós.

por FJV, em 20.10.08

Há coisas que nos salvam. O regresso do leopardo às páginas da blogosfera é uma delas. Bem-vindo sejas, Filipe, depois destas duas últimas semanas.

 

E, já agora, fiquem com a capa do novo livro do FNV, nas livrarias no final do mês. Assim mesmo:

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Desatentos.

por FJV, em 07.09.08

Não é que a insígnia de Comendador das Artes e das Letras valha mais ou menos por ter sido atribuída pelo governo francês a António Lobo Antunes; mas apenas relembro que o meu relapso companheiro de blog, Manuel Alberto Valente, vai ser armado Cavaleiro das Artes e das Letras; ou seja, para mim, muito melhor distinção. Orgulho é assim mesmo. Defendo os da casa; e mais: preferiam ter um comendador ou um Cavaleiro (que, no caso, é também um cavalheiro)?

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A memória do mar.

por FJV, em 29.05.08

 

Para o Onésimo.

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Manuel Hermínio.

por FJV, em 28.05.08

 

A A.G.F. relembra, no seu blog, que no dia 3 de Junho faz 7 anos que morreu Manuel Hermínio Monteiro.

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Cimeira.

por FJV, em 25.03.08
Cimeira à beira do Índico com livros imaginários sobre a mesa.

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Lembrar Fernando Assis Pacheco.

por MAV, em 03.02.08

Lembrado (e bem) aqui.  A famosa fotografia do manguito, convém dizê-lo, é de João Rodrigues, seu grande amigo e agora editor da Sextante.

Eu e o João Rodrigues (então na ASA) fomos os editores do seu único romance, esse excepcional "Trabalhos e Paixões de Benito Prada". Quando anunciámos ao Fernando que iríamos tentar que o livro fosse traduzido algures, ele respondeu, peremptório, que esse algures tinha de ser a Galiza. E assim foi - na editora "Ir Indo". Nasce aí a sua (e depois nossa) amizade com Paco Feixó, um grande cozinheiro galego que tinha na época, em Vilagarcia de Arousa, o hotel (e restaurante) "Balneário". Alguém sabe onde ele pára agora?

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Antes de começares a comer camarões de Espinho.

por FJV, em 23.12.07
Rita, olha. Obrigado pela distinção. Esta terra está de cócoras, suja e poeirenta. O frio não a melhora, nem a Europa. Tu bem sabes. Bom ano.

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Hanukkah com Manhattan em fundo.

por FJV, em 07.12.07

Foto de Nuno Guerreiro a propósito do milagre do reencontro. Não haver coincidências.

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Hannukah. חנוכה

por FJV, em 04.12.07









Por causa do milagre do reencontro, em tempo de Hannukah lembro sempre o Nuno. Nesta foto, com as luzes de Manhattan do outro lado do rio.

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por FJV, em 20.11.07
||| Recuperado.
Depois do transplante, já desligado das máquinas, o Fernando fala, respira, ri, e marca encontros para daqui a umas semanas. De certa maneira, é um herói. Uma pessoa comove-se.
[FJV]

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por FJV, em 19.11.07
||| Aniversário.
O meu companheiro de blog anda retirado, eu sei. Mas ele acaba de regressar de Santiago de Compostela para hoje, hoje mesmo, festejar o seu aniversário. Vamos entupir-lhe a caixa de correio electrónico. Está aí ao lado.
[FJV]

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por FJV, em 15.11.07
||| A amizade.
O Fernando fez o transplante, finalmente. Aguardava-o há meses. Não podia afastar-se de Lisboa porque podia ser chamado. Estive com ele na sexta-feira passada e falámos disso, do telemóvel sempre ligado, em estado de alerta. Fez o transplante, e está tudo a correr bem. Há uma comoção inteira e feliz quando repito a notícia: e está tudo a correr bem. Penso nele e acho que merece que tudo corra bem.
Depois de perder um amigo querido numa semana, outro amigo retoma a vida plena. Nenhuma coisa vale por outra; mas diante dessa ferida que não desaparece, há uma boa notícia.
[FJV]

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