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Shakespeare, Cervantes e cerveja.

por FJV, em 01.05.16

Hoje sabemos que William Shakespeare e Miguel de Cervantes não morreram no mesmo dia, a 23 de abril de 1616. E que nenhum deles, aliás, morreu a 23 de abril (Cervantes a 22 de abril, o inglês a 3 de maio). Mas, em literatura, a verdade não pode atrapalhar uma boa história, e a boa história é imaginarmos que os dois maiores génios da literatura europeia deram o último suspiro no mesmo dia, à luz da mesma melancolia. Não foi assim. Mas é assim por nossa conveniência. Por isso continuaremos a comemorar o encontro destas duas almas no mesmo dia do nascimento de São Jorge da Capadócia (na atual Turquia, em Izmit, antiga Nicomedia), uma figura emblemática que se festeja na Catalunha com livros e rosas – e do desaparecimento de Inca Garcilaso de Vega, não o poeta espanhol, mas o historiador mestiço peruano, cujas obras se publicaram em Lisboa (e não em Espanha) na primeira década do século XVII. Tudo a 23 de abril, tal como a publicação, na Alemanha, mas 100 anos antes da morte de Cervantes e Shakespeare, de uma das mais belas leis da nossa civilização, a Lei da Pureza: dizia que a cerveja só podia fabricar-se com água, cevada, levedura e lúpulo. 

 

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