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Schubert.

por FJV, em 19.11.18

Num cemitério de Viena há uma gloriosa praceta onde estão duas sepulturas e um “memorial” – este é dedicado a Mozart, cujo corpo se perdeu numa vala comum; as sepulturas são de Beethoven (1770-1827) e de Franz Schubert (1797-1828), e compõem, com a amarga ausência de Mozart, uma espécie de pódio da música europeia. Podíamos passar uma vida inteira a escutá-los: Mozart, Beethoven e Schubert – o momento mais alto do classicismo e dois génios que traduziram as aventuras do romantismo. Schubert ajudou a transportar a urna no funeral de Beethoven (morreria no ano seguinte), mas a sua obra é de um veio diferente: os seus tormentos nunca tiveram uma “dimensão épica” ou “sinfónica”. Como qualquer pessoa, comovo-me com O Canto do Cisne (Schwanengesang, canções do fim da sua vida), o seu Ave Maria, Viagem de Inverno, A Truta (o segundo andamento é um emblema romântico) ou, naturalmente, com os seus “Improvisos” (bela versão de Maria João Pires) ou o que fica da 8.ª Sinfonia, Inacabada. Passam hoje 120 anos sobre a morte de Schubert. Devíamos ouvi-lo como um encontro com a beleza.

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