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Saramago.

por FJV, em 18.06.20

José Saramago (1922-2010) morreu há dez anos, que hoje se assinalam. Levantado do Chão foi publicado há 40, Memorial do Convento – a sua obra maior – há 38, O Ano da Morte de Ricardo Reis há 36 anos; são já clássicos da nossa língua, reinventando a herança de Vieira e de Camões, que Saramago leu como mestres e nos devolveu como uma prova da originalidade da sua prosa, arrebatadora. Épica aqui e ali, melancólica, perguntadora, aproveitando o barroco da nossa gramática, as contradições do nosso dicionário. Esses três livros bastariam – se não houvesse entretanto História do Cerco de Lisboa ou Todos os Nomes – para que o seu nome ficasse inscrito no cânone da nossa literatura e no da literatura ocidental. Foi um dos nossos maiores escritores e é isso o mais importante que recordo e que acho ser nosso dever recordar – como a presença das suas personagens mais marcantes, representando gente miúda, anónima, esperançosa, irónica e triste, e que disso fizeram a sua dimensão excecional. Ainda hoje, folhear o Memorial é caminhar pelos abismos da nossa Língua; não há elogio maior.

Da coluna diária do CM.

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