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Safe place.

por FJV, em 01.05.16

Tornou-se agora um hábito, nas universidades dominadas pelas esquerdas de várias procedências, a criação de “lugares a salvo” de agressões ideológicas. O objetivo, tonto e paternalista, é não agredir os pobres estudantes com “ideias incorretas”, como o racismo, o machismo, o sexismo e outras patifarias protegendo-os de tudo o que os ofende. Não se discutem as ideias: proíbem-se e retiram-se do espaço público. Em Nova Iorque, por exemplo, os estudantes multiculturais sentiram-se ofendidos por uma estátua de Henry Moore e a universidade foi obrigada a retirá-la. Em Oxford, foi cancelada uma conferência de Camille Paglia porque a comunidade LGBT se sentia ofendida pelas suas ideias sobre “género”. Uma estudante de arte da Universidade da Pensilvânia sentiu-se ofendida com a exibição de ‘La Maja Desnuda’, de Goya, e a Comissão de Ação Afirmativa das Mulheres considerou que o quadro de Goya instaurava um ambiente hostil e desconfortável para a mocinha, ou seja, de assédio. Nos anos 60 e 70, a luta era contra o paternalismo e pela discussão aberta. Hoje, as universidades são altares da vitimização e da ignorância.

 

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