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Proíbam, proíbam.

por FJV, em 07.09.18

A Universidade do Porto (UP) abriu as suas portas a uma conferência de céticos sobre a natureza e a origem das alterações climáticas – aquilo que a imprensa designa, erradamente, de “negacionistas”. Ao fazê-lo, a UP arriscou o pescoço, mas é isso que se espera de uma instituição séria – que permita o debate. Houve quem pedisse que a conferência fosse cancelada, e houve quem criticasse a realização da conferência sem pedir o seu cancelamento. É o que se espera de gente saudável: que entre no debate (que não se comporte como os cobardolas da Web Summit, portanto) e que nunca permita que ele seja proibido mesmo (ou sobretudo) quando isso se faz em nome de ideias nobres. Infelizmente, ao contrário do que aconteceu com a decisão da UP, as associações de estudantes e as corporações de inteletuais, entre outras, fazem hoje gala em pedir proibições – sobretudo de debates. É uma prova da infantilização e crescente perda de influência dos meios universitários e dos inteletuais que, convencidos de que possuem a verdade, pedem proibições a torto e a direito. Há vícios que não se perdem.

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