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Pobre Gauguin.

por FJV, em 21.11.19

Um dos organizadores da nova exposição de Paul Gauguin (1848-1903) na National Gallery de Londres diz que o pintor francês era “uma pessoa muito complicada” e que a dedicação de Gauguin à arte o levou a usar mal tantas pessoas. Essas pessoas são jovens do Tahiti, onde o pintor viveu depois de ter decidido afastar-se da Europa e “da civilização”, e onde pintou retratos e nus de jovens locais. A exposição na National Gallery começa por advertir os visitantes sobre o mau carácter de Gauguin, que se deu com menores e (adianta o New York Times) pode ter incorrido no múltiplo crime de “racismo, colonialismo e apropriação cultural” além de ser um “ocidental privilegiado” na Polinésia. Um dos cavalheiros que organiza exposições, na Tate Gallery londrina, acrescenta mesmo que, independentemente da qualidade das obras, se deve “evitar Cervantes e Shakespeare se encontrarmos coisas desagradável nos autores”. Vai lindo o festim da palermas. Já agora, se não quiserem as obras de Gauguin, ou de Caravaggio, que foi homicida, podem mandar aqui para o CM, ao meu cuidado. Pago os portes.

Da coluna diária do CM.

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