Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Páscoa.

por FJV, em 13.04.22

Como dizem os hipsters e as pessoas da moda que sermoneiam no Instagram, os mistérios das religiões estão fora do tempo e fazem hoje parte de uma memória muito vaga. Ao “libertar-se da religião”, a sociedade “libertou-se” também da sua dimensão histórica (em Espanha, os novos programas de história do secundário não recuam além de 1812). Depois de laico, o Ocidente fez-se cínico e, seguidamente, envergonhado e ateu. Seja como for, amanhã, quinta-feira, inicia-se o “êxodo” do fim de semana da Páscoa, que ouvi na televisão ser, antes, “férias de Primavera” – para não ferir suscetibilidades. Poucos relacionarão a palavra “Páscoa” com o êxodo bíblico e a libertação dos escravos do Egito que depois tiveram a sua passagem pelo deserto. A Páscoa, de qualquer modo, celebrava-se mil anos antes de Cristo com esse significado, pessach, do hebraico, passagem. Hoje temos o cordeiro da Páscoa (outra herança bíblica, já agora) e os ovos de chocolate, o fim de semana dilatado, o repouso merecido, a alegoria cristã da ressurreição no domingo. Repouso e libertação. Vale a pena explicar tudo isto? 

Da coluna diária do CM.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Ligações diretas

Os livros
No Twitter
Quetzal Editores
Crónicas impressas
Blog O Mar em Casablanca


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.