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O tuga bacteriologicamente puro, segundo Rui Santos, conhecido antropólogo.

por FJV, em 22.03.19

O jogador Dyego Sousa nasceu no Brasil e vive em Portugal há 12 anos. Tem, por isso, a nacionalidade portuguesa. Uma pessoa que tem a nacionalidade portuguesa é português, obedece às nossas leis e aprendeu o hino. Ponto. Para mim, Deco era ribatejano e Pepe minhoto de lei. Acontece que Dyego Sousa, que é português, não troca os pés e é bom de bola; por isso, foi chamado à seleção de futebol. O jornalista Rui Santos acha (vi-o num comentário na SIC) que essa opção é errada, preferindo que a federação da bola forme o chamado “jogador português bacteriologicamente puro”. A ideia, que tem partidários ilustres, é muito supimpa. Eu, há coisas bacteriologicamente puras que me deixam estafado – e uma delas é o portuguesismo, precisamente porque uma das nossas características mais amáveis, e que fez de nós gente do mundo, é o gosto pela misturança. Já em tempos tivemos um seleccionador trapalhão que queria “portugueses legítimos”; agora temos o Rui Santos, que é bom de gramática, a querê-los “bacteriologicamente puros”. Baixotes, sisudos, branquinhos, de bigode e tal, suponho eu.

Da coluna diária do CM.

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