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O tom de pele.

por FJV, em 28.01.19

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O tom de pele do primeiro-ministro (PM), que o próprio invocou no parlamento, não me incomoda; pelo contrário, enobrece-me como português. Porque, ao contrário de sociedades onde o racismo foi lei escrita e onde o debate sobre “a raça” é hoje uma obsessão justicialista, nunca se levantou “o problema” da origem índica do PM. Os meus ancestrais, por exemplo, não vêm dos Ibn Egas do sul, mas com toda a probabilidade do leste iraniano ou indiano, nomeadamente; eram gente que atravessou meio continente em caravanas mantendo o tom da pele, de que me orgulho. O problema não é o do tom da pele, aliás – há “castas sociais elevadíssimas” com o tom de pele do PM, tão racistas, supremacistas ou plebeias (na verdade, são as mais racistas e segregacionistas, como sabemos) como a dos eslavos, dos khazares ou dos chineses. Inventar um problema de tom de pele é inteligente, mas para idiotas. É como se disséssemos que o PM respondeu daquela forma exaltada à líder da oposição no parlamento porque ela era mulher e porque, ao seu lado, na bancada, tinha um deputado negro. Mas não vamos dizer isso.

Da coluna diária do CM.

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