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O nosso jogo.

por FJV, em 31.10.19

Entrevistado pela revista Sábado, o antigo espião português Frederico Carvalhão Gil (que foi acusado de trabalhar para o SVR, informações russas) diz que assistiu a muitas ilegalidades no SIS, os serviços secretos. Não admira. Esse é, aliás, o tema de grande parte da literatura de espionagem nos tempos presentes; em ‘Um Legado de Espiões’, John le Carré mostra como as novas gerações pretendem “transparência” e “legalidade” nos serviços secretos, abertura às comissões parlamentares, verificação de legalidade, etc. – o que é um desejo impossível de satisfazer. E Carvalhão Gil sabe isso perfeitamente, ou não teria sido espião, ou seja, não teria “entrado no jogo”. E “o jogo” tem regras muito precisas. Primeira: a legalidade é um desiderato a longo termo. Segunda: a transparência é a inimiga número um dos serviços de informação. Terceira: Quem não quiser entrar, não entra – todas as queixinhas posteriores são irrelevantes. Poderia acrescentar uma terceira: quem for apanhado está por sua conta. É um jogo de sombras de que apenas conhecemos uma pequena e insignificante parte. É a vida.

Da coluna diária do CM.

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