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O Nobel, enfim, quase tudo.

por FJV, em 10.10.19

Hoje é atribuído o Nobel da Literatura. Aliás, dois Nobel da Literatura, uma vez que o prémio não foi anunciado em 2018 depois de uma série de trapalhadas relacionadas com assédio sexual na Academia Sueca (mais propriamente, pelo marido de uma académica). Para a nova época do Nobel, moderna, conforme aos ditames da época, depois do #metoo e da descoberta de que existia mundo para lá de Estocolmo, a Academia Sueca resolveu rejuvenescer, tornar-se os seus critérios mais “femininos” e menos “eurocêntricos”. Se alguém quiser discutir o assunto, eu faço um desenho depois – mas o essencial é isto, independentemente das escolhas de hoje: se o Nobel já não tinha grande prestígio, a partir de agora tem ainda menos. Fui um dos que passou parte da vida a dizer que o Nobel era muito fechado na cultura europeia e americana e que desconhecia outros mundos e outras línguas – mas que escolhessem pela qualidade, não pelos critérios da moda. Posso enganar-me, naturalmente, mas, depois de ver a nova moral em vigor, era melhor entregarem o Nobel da Treta em vez do Nobel da Literatura.

Da coluna diária do CM.

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