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O marketing do bem.

por FJV, em 09.02.22

Por motivos que me ultrapassam e de que peço desculpa, estive a ler um belo romance – coisa que não costuma acontecer, porque parte da literatura de hoje se entretém a mostrar que as ideias do livro estão certinhas, ou então a servir como divã para lamentações de autores (com abundância nórdica) que têm problemas sexuais e familiares de que o Dr. Freud podia dar uma explicação simples. Nenhuma dessas matérias me interessa. Porém, o romance que li era muito bom: uma pequena saga entre África e a Europa, uma história bem humorada e enquadrada entre o século XIX e os dias de hoje, cheia de belas páginas proféticas, com personagens que lutam pela (sua) liberdade e tentam refazer a história das suas famílias. Porém, na publicidade ao livro que circula nas redes sociais, o editor lá incluiu palavras como “colonialismo”, “racismo” e, ena!, “identidade de género”. Fui ler outra vez o livro, porque não detetara esses temas, tão dissimulados estariam. Não, não os descortinei. Simplesmente, essas palavras são o novo ‘aloe vera’ dos detergentes e iogurtes: se não estão lá, o livro corre riscos. 

Da coluna diária do CM.

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