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A recente operação de sensibilização para os mais jovens acerca do ‘drama dos refugiados’ é um exemplo de como a fábrica de cidadania é ridícula. A ‘operação da mochila’ visava mostrar às crianças como era difícil ser refugiado; até o presidente da República metia lá dentro um livro em vez de um anoraque, e as “redes sociais” protestaram quando alguém preferia transportar coisas politicamente incorretas. O problema é que o ‘drama dos refugiados’ não é o de guardar apenas três ou quatro coisas numa mochila, como faziam os escuteiros do meu tempo antes de se aventurarem num fim de semana na serra: é o de abandonarem uma casa, um país, uma rua, uma escola – por causa de uma guerra que os doutrinadores de cidadania europeia se mostraram incapazes de deter, vencer ou evitar, quer por covardia, quer por ignorância ou preconceito. Estou à espera que, um destes dias, um dos nossos doutrinadores nos lembre o grande estadista que é Bashar al Assad, para não irmos mais longe, defendendo Khadafi (sim, já sei: era um homem convertido ao bem depois de uma carreira de assassino e lunático).
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