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O carácter.

por FJV, em 26.08.18

Os casos acumulados contra Trump (soube-se de mais um, extraconjugal) revelam – como se sabia há muito – um caráter ignóbil. Há quem defenda que as questões de caráter não para chamadas para a área da política. São, quando interferem com a capacidade de julgamento ou a confiança dos cidadãos. A morte de John McCain, o senador do Arizona, vem reacender a discussão sobre o destino do partido Republicano, entregue agora a uma vaga de populistas dos quais Donald Trump é a excrescência que chegou ao topo. McCain foi a última tentativa de seriedade na liderança dos republicanos, herdeiro da tradição anti-esclavagista, abolicionista (como Lincoln), conservadora, reformista, e teria dado um bom presidente dos EUA. O populismo, infelizmente, é uma sereia trágica para as lideranças políticas de hoje – e repete, como num guião mal ensaiado, os momentos de torpor e mediocridade de outros momentos da nossa história, quando os eleitorados prescindem de verificar a qualidade dos eleitos ou as mentiras dos seus discursos. À esquerda ou à direita, em doses idênticas, a tentação é grande.

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