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Nuno Júdice.

por FJV, em 13.04.22

Desde 1972, Nuno Júdice (1949) publicou 40 livros (além de trinta títulos de ficção e ensaio). De A Noção de Poema até Regresso a um Cenário Campestre (de 2020), há um fio condutor que não nos indica um caminho, mas várias bifurcações reunidas em torno daquele primeiro título – porque quase toda a sua poesia é uma investigação sobre a natureza do poema e da poesia, da sua matéria e da sua transformação, da sua história e da sua existência fora da história, bem como das suas melancolias. Há, nesse percurso, títulos a que regressamos para ler alguma da sua melhor poesia (A Partilha dos Mitos, Lira de Líquen, Meditação sobre Ruínas, O Breve Sentimento do Eterno, A Pura Inscrição do Amor, alguns exemplos), mas numa obra tão vasta é difícil desenhar uma escala ou uma cartografia de temas recorrentes. Construída depois da modernidade e das suas catástrofes, a obra de Júdice procura identificar os sinais de poesia que sobrevivem – parte deles estão reunidos em 50 Anos de Poesia (Dom Quixote), que acaba de sair, e onde o autor faz uma escolha tão difícil como imprescindível. 

Da coluna diária do CM.

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