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No portefólio dos percursos formativos, pimba.

por FJV, em 14.09.16

Em tempos, uma das exigências colocadas a professores, suponho até que a alunos e, facultativamente, a técnicos do Ministério da Educação, era uma certa proficiência na escrita da nossa Língua (vai em maiúscula). No Código Penal ainda não estão previstos castigos para os pataratas das várias novilínguas tecnocráticas que se exercitam a escrever inanidades que outros analfabetos depois repetem, rolando a esclerótica. Mas pede-se que os técnicos superiores do Ministério da Educação escrevam com uma – digamos – clareza meridiana, compreensível, e demonstrando que uma frase deve ter, pelo menos, sujeito, predicado, complemento direto e algum juízo. Por motivos inexplicáveis acabo de ler um texto em que o mais alto técnico do ministério lavrou o seguinte, relativo ao novo programa de educação de adultos: “Este programa deverá assentar numa maior integração das respostas na perspectiva de quem se dirige ao sistema, tornando, na óptica do formando, coerente e unificada a rede e o portefólio dos percursos formativos, que no percurso individual devem ser passíveis de combinação personalizada.” Merecemos.

 

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