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Ninguém sabe nada.

por FJV, em 25.04.18

Quando aconteceu o “mensalão” no Brasil, Lula garantiu que não sabia. Os amigos e colaboradores mais diretos no corredor do poder foram presos (exceto Dilma, que abria e fechava portas) – mas Lula, que via os seus ministros serem levados para tribunal, “não sabia”. Santa inocência. O mesmo se passa agora em Portugal: ninguém sabia de nada. Existe, segundo sabemos, um vasto conjunto de casos envolvendo corrupção, tráfico de influências, roubo, favorecimento, falsificação; a lista é conhecida (Marquês, GES, Monte Branco, Vistos, BPN, Face Oculta, EDP, Lex, etc, etc.) e permite cruzar nomes, empresas, partidos, locais e datas. Apesar de todas estas coincidências, um enorme círculo de amigos e coniventes políticos acha que o que mina a confiança dos cidadãos não é a existência de factos e comportamentos, mas sim “a quebra do segredo de justiça”. É por isso que os partidos estão caladinhos. Não estão à espera do veredicto da justiça; isso não lhes interessa para nada, como se vê no Brasil; eles querem é saber se escapam incólumes, “eticamente irrepreensíveis”, como agora se diz.

[Da coluna no CM]

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