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Parece seguro que o poeta Federico Garcia Lorca terá sido fuzilado nas colinas da serra de Alfaguara, Granada, na madrugada de 18 de agosto de 1936 – passam hoje 85 anos – por um bando franquista, ou seja, logo no início da sublevação contra a República. Acusações: homossexualidade, espionagem para a URSS e, naturalmente, estar do outro lado da barricada. Foi uma das primeiras e numerosas vítimas da guerra civil espanhola, e a sua morte mancha para sempre a história do país. Poeta maior do século XX, recordaremos de Lorca (1898-1936) a beleza da sua poesia, sempre em busca de raízes na natureza, de amor e de uma espécie de concordância com a música (está traduzida em português, nomeadamente por José Bento, mas também Eugénio de Andrade e Vasco Graça Moura). Dramaturgo, é autor das Bodas de Sangue, de A Casa de Bernarda Alba, Yerma ou Dona Rosita, a Solteira, ou a Linguagem das Flores, todas de primeira linha. Toda a sua obra é um pilar da sensibilidade e da harmonia espanhola – e a sua morte é um acontecimento trágico de que provavelmente Espanha ainda não recuperou.
Da coluna diária do CM.
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