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La France c’est moi.

por FJV, em 22.10.18

Na semana passada, Jean-Luc Mélenchon – candidato às presidenciais francesas, coqueluche da esquerda bloquista – apareceu encolerizado à frente dos polícias que iam revistar o seu escritório (há, entre outras coisas, uma acusação de uso fraudulento de fundos europeus). “La France c’est moi!”, gritava o líder da França Insubmissa, assim se chama o seu movimento, enquanto se atirava aos agentes judiciais. O episódio não foi muito glosado por cá, uma vez que heróis como Mélenchon (que continua a ameaçar quanto pode e a encolerizar-se como é o seu estilo) costumam estar acima da lei e de toda a suspeita, e são incensados pelo seu verbo. A massa anónima, claro, ficou chocada – e reserva-lhe uma interessante votação nas próximas eleições. A Europa das chancelarias e das burocracias, que agora se interroga muito sobre “os populismos”, poderia começar por analisar o fenómeno Mélenchon e sobre como as suas imagens (ah!, ele a gritar “la France c’est moi!” é maravilhoso) contribuíram em poucas horas para formar mais “populistas” desejosos de deixarem o seu manguito no boletim de voto.

 

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