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Quantos europeus declararam simpatia pelos bombistas suicidas?
Discoteca Dolphinarium, em Telavive: 24 adolescentes mortos por um bombista suicida.
A boa consciência europeia, interpretada por vários líderes políticos, mostra as suas lágrimas diante dos atentados de ontem em Bruxelas, o coração da União Europeia. Comoventes, reais e sinceras – essas lágrimas, no entanto, não comovem. Durante duas décadas, e até ao dia de ontem, as autoridades europeias limitaram-se a murmurar uma série de princípios e incongruências sobre terrorismo e, para não variar, banalidades sobre segurança e apostilhas acerca da liberdade. Entretanto, é bom que se diga, a boa consciência europeia assistiu quase de palanque a horrores um pouco por todo o lado (em África como no Médio Oriente, na Ásia como na América, passando pela reação covarde aos atentados de Atocha ou de Londres), até as coisas terem chegado a este ponto – a um não retorno. As imagens de ontem correm um risco: tornarem-se banais. Ninguém reage ao que é banal. Em seu lugar, o medo é um argumento fatal. Após décadas de atentados em Israel, a boa consciência europeia preferiu criticar Israel, apoiar o Hamas, ignorar a história, contemporizar e, como fez a mulher de Tony Blair, dizer que compreendia os bombistas suicidas, transformando-os em heróis. Estão aí, os heróis.
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