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Em França, foi um dos temas mais “fraturantes” da campanha presidencial em curso: o candidato comunista, Fabian Roussel, disse uma coisa simples: “Um bom vinho, uma boa carne, um bom queijo – é a gastronomia francesa. A melhor forma de a defender é permitir que os franceses possam desfrutá-la.” Protestos imediatos à esquerda – porque “a França” é um conceito ideológico ultrapassado e porque é necessário integrar a gastronomia “de um ponto de vista ecológico e social”, porque nem toda a gente ingere queijo, vinho (e logo vinho!) e carne (e logo carne!) e, finalmente, porque essa declaração pode bem ser direitista. E protestos na direita, sobretudo à roda de Macron, que também quer ser tolinha como os “wokes”, e diz que não existe gastronomia francesa mas “gastronomia em França”, muito multicultural. Roussel diz uma verdade elementar: a gastronomia é a alma de um povo, sobretudo um direito dos mais humildes, e deve ser de qualidade e acessível a todos. Que tenha sido atacado pela esquerda “moderna” diz bem de como os grandes combates podem nascer de coisas elementares. Aprendam.
Da coluna diária do CM.
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