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Na próxima terça-feira, 29 (18h30), a Biblioteca Nacional abrirá as suas portas para um colóquio sobre a obra e a notável figura de Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992). Para as “novas gerações” este nome há de ser estranho, o que é uma injustiça fatal e imperdoável – para Ribeiro de Mello e para a sua editora, a Afrodite, que de 1965 até ao final dos anos oitenta construiu um catálogo tão inovador como perdulário, tão provocatório como minucioso e ousado, minando as bibliotecas e as tipografias bem comportadas (Pedro Piedade Marques publicou recentemente Editor Contra, edição Montag), convocando autores, tradutores e ilustradores. Foi o trabalho dessa editora que a censura designou como uma “insólita ofensiva de corrupção”, logo depois de ter publicado a Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, de Natália Correia, e A Filosofia na Alcova, de Sade. Daí até aos anos 80, Fernando Ribeiro de Mello – um portuense em Lisboa – havia de tornar-se uma referência da nossa edição, publicando livros, imaginando-os, publicitando-os da maneira mais escandalosa. É um pedaço da nossa história.
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