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É como vai ser.

por FJV, em 27.02.16

Por muito que custe à corporação, a economia não é apenas matéria para astrólogos. A verdade é que, tirando de um lado, escondendo de outro, esticando aqui e ali, a sensação geral é a de uma crise – que não tem apenas a ver com a falência do sistema bancário, que irá atingir todos, sobretudo os contribuintes que não são banqueiros. A prosperidade eterna, prometida pelos líderes europeus, é uma miragem num mundo em conflito, à beira de uma guerra aqui e ali (e da sua generalização), onde a Europa já não pode ir buscar recursos e riquezas para alimentar o seu bom modo de vida (e o Estado Social), e aguardando uma redefinição sobre como vão ser os próximos anos. As notícias não são boas. Lembram-se de Alvin Toffler, o da miragem de uma Terceira Vaga? O mundo mudou. Guilherme Oliveira Martins disse o essencial outro dia, e felizmente ninguém o acusou de extremismo liberal: contra a ideia de uma austeridade periódica, temos de repensar o nosso mundo no sentido de uma sobriedade permanente, o que é incompatível com as promessas dos vendedores de um futuro radioso. É como vai ser.

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