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Do novo CR7, que aborrecido.

por FJV, em 08.12.22

A história de Cristiano Ronaldo não é apenas a de Cristiano Ronaldo – mas a de um país. Se alguma vez existir um biógrafo corajoso capaz de escrever a história do fenómeno (como Ruy Castro o fez com Estrela Solitária. Um brasileiro chamado Garrincha, um livro maravilhoso) há de defrontar-se com um problema grave, além dos esperados processos em tribunal: o de transformar um semideus numa espécie de ser humano, capaz de erros como um de nós, arrependido em segredo, virtuoso às escondidas, narcisista, esforçado e temerário, teimoso e maquiavélico, generoso e egocêntrico, avesso à verdade e à mentira (consoante as ocasiões), misantropo e camarada, infantil e ponderado. As críticas a CR7 geram tumultos e antipatias porque não aceitamos que existam portugueses humanos e defeituosos. Não é o único. Fazem-nos falta biógrafos de gente que normalmente não tem biografias mas panegíricos que parecem elogios fúnebres em véspera de entrada no Panteão. No caso de CR7, foi construído como absolutamente virtuoso e eternamente campeão. Estranhamente, quando os anjos caem, fazem-no sem leveza.

Da coluna diária do CM.

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