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Clássicos

por FJV, em 13.04.15

 Com aquela prosápia de pato bravo (estávamos em 2008), um antigo secretário de Estado balbuciou um dia que o abandono do Latim e do Grego nas nossas escolas não se devia “às políticas educativas” mas, simplesmente, ao facto de “os estudantes não quererem”. Isto podia ser dito por um capataz de latoaria mas não por um político. A Comissão Nacional de Educação propôs entretanto que o Ministério da Educação estude a hipótese de retomar e reforçar o ensino das línguas clássicas, o que parece ter sido aceite. No meio de tanta asneira, uma boa notícia. Depois de termos passado de 13 mil estudantes (em 1995) para 114 (no ano passado) a estudar Latim, decréscimo de mais de 90 por cento, é evidente que a culpa é “das políticas educativas” moderninhas que desgraçaram a escola e o papel da cultura dentro das suas salas.

 

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