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Chavela Vargas.

por FJV, em 05.08.22

Eu me chamo Chavela Vargas. Não se esqueçam do meu nome” | Cultura | EL  PAÍS Brasil

Na vida mexicana, Chavela Vargas (1919-2012) nunca precisou de anunciar a sua sexualidade para se perceber o essencial: era lésbica, vestia-se como homem, murmurava-se do seu namoro com Frida Khalo (e Ava Gardner) e tinha uma voz incomparável. Em 1995 quis ouvi-la num bar em Coyoacán, na Cidade do México, onde decidiu que ia regressar à música depois de uma descida aos infernos do álcool; ouvir as suas rancheras e boleros era regressar às origens: José Alfredo Jimènez, Cuco Sanchez ou Agustín Lara, clássicos que a apadrinharam. A sua voz áspera e arrependida a cantar ‘Llorona’ ou ‘Paloma Negra’ ecoava por todos os pátios do México. Porém, Chavela Vargas, que foi amiga de Juan Rulfo, Picasso ou García Márquez, era mais do que uma cantora de rancheras – era o álcool, a alma perdida, o excesso de todos os seus demónios sobre um bando de mariachis. Nos seus últimos anos foi redescoberta (em parte, graças aos filmes de Almodóvar) como uma grande dama da canção. Passam hoje dez anos sobre a sua morte, em Cuernavaca, a terra onde se passa Debaixo do Vulcão, o livro de Malcolm Lowry.

Da coluna diária do CM.

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