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Caligrafia.

por FJV, em 25.09.18

A ideia de que todas as mudanças “são boas” não é seguramente verdadeira – sobretudo no “sistema educativo”, onde as experiências se acumulam depois de produzirem vítimas que dificilmente serão recuperadas. Uma organização independente inglesa, a Education Endowment Foundation, realizou durante três anos um estudo – em 140 escolas do Reino Unido – sobre os efeitos da utilização de iPads ou quadros interativos na sala de aula: a conclusão é a de que se deviam reintroduzir o giz e os quadros negros de ardósia. Os efeitos benéficos têm a ver com uma maior concentração por parte das crianças, mais atenção aos processos, aprendizagem mais sólida, melhoria da relação física com a natureza das matérias e com a ortografia, além de uma maior interação com o tempo e com os outros. Tamanha descoberta (vem no ‘Telegraph’) não me comove por aí além; procede, igualmente, do bom senso, da intuição e da experiência. Estamos a assistir a alguns regressos importantes. Depois de passar a “febre finlandesa” na educação, anseio pelos cadernos de duas linhas estreitas para treino de caligrafia.

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