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Bourdain não era um grande chef. Mas era aquilo.

por FJV, em 11.06.18

Sexo, drogas e rock’n roll. É possível retirar um dos elementos, ou acrescentar uma parcela – mas o essencial está lá, e esteve sempre, na vida de Anthony Bourdain. Recordo o encontro com o seu livro ‘Cozinha Confidencial’ (2000) e a surpresa que foi ler ‘A Cooks Tour’ (que no Brasil teve o título mais adequado, ‘Em Busca do Prato Perfeito’), uma viagem pelas cozinhas do mundo e, num passo inesquecível, pela portuguesa. Nessa altura, a comida, os ‘chefs’ e as taras gastronómicas ainda não eram uma sombra da obssesão de hoje – e o editor João Rodrigues publicou ‘Um Osso na Garganta’, um policial impopular e divertido passado entre cozinhas. Depois veio a televisão, devoradora, apresentar a personagem rock de Bourdain. Nunca foi um grande ‘chef’ (procurava as raízes, a autenticidade e o prazer fora do circuito ‘gourmet’) – foi um português, José Meirelles, do restaurante Les Halles, em NY, que lhe abriu as portas para a ressurreição. Como todas as estrelas, contagiado por drogas e rock’n roll, navegava em águas de uma tristeza profunda. A sua despedida estava anunciada.

[Da coluna no CM] 

[Da coluna no CM] 

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