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Barthes

por FJV, em 17.11.15

Assinalou-se na semana passada, quinta-feira, 12, o centenário de Roland Barthes (1915-1980). Obras decisivas como O Grau Zero da Escrita (1953), Elementos de Semiologia (1965), O Prazer do Texto (1973), Fragmentos de um Discurso Amoroso (1977) e o inevitável Mitologias (1957), uma bíblia ilustrada, todos publicados pelas Edições 70, fizeram de Barthes um nome incontornável nos «estudos literários» dos anos setenta e oitenta, ao lado do dos papas do estruturalismo – onde ocupava um dos principais altares, encaminhando-se para transformar os «estudos literários» em «estudos culturais», um caldeirão preparado para facilitar a vida a pregadores com doutoramento e despensa. No mandarinato inteletual da época, o seu trabalho não era o mais ortodoxo. Tinha a seu favor a paixão pela literatura; foi em seu nome que declarou a «morte do autor», que seria um apêndice (menor) da obra; quase nada dele interessaria, justamente na medida em que os média privilegiam o autor (que é uma estrela) em detrimento da obra (que não leram). Fica dele a imagem de uma grande paixão pela literatura (escrevia magnificamente), independente das ortodoxias e inutilidades que a sua obra gerou.

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