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Avanço civilizacional.

por FJV, em 07.12.18

Sou um confesso admirador do Sr. Ratelband, o súbdito holandês que quis alterar a sua idade, de 69 para 49 anos. O argumento que usou é pífio, mas confere: se as pessoas podem mudar de sexo ou de género (coisas diferentes), porque não pode ele mudar de idade, ainda por cima quando os médicos garantem que a sua “idade biológica” é de 45? A resposta dos juízes é interessante: autorizá-lo criaria uma espécie de “buraco negro” no registo civil, complicando contas de nascimentos, mortes e casamentos e “os limites legais de idade tornar-se-iam insignificantes”. O tribunal acha que há apenas um nó burocrático, que pode emaranhar-se – não um problema básico de identidade ou de bom senso. Não estou a invocar “as leis da Natureza”, que estão fora de moda e já não são obstáculo hoje em dia. Temos assistido a tantas “vitórias civilizacionais” que não deixaremos que o Sr. Ratelband envelheça ou se sinta traumatizado pela obrigação de aceitar a sua data de nascimento. Isso nunca. Mais uns anos e a coisa resolve-se com uma lei no parlamento. Em nome do “avanço civilizacional” estamos por tudo. 

 

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