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Artur Garcia.

por FJV, em 16.04.21

É verdade que Artur Garcia (1937-2021) não tinha nem o talento romântico de Tony de Matos nem a fortuna dos compositores que serviram outros artistas da época (como António Calvário, para não repetir o nome de Tony de Matos, por quem tenho uma admiração excessiva, confesso, com Francisco José a seguir) – mas anteontem, dia da sua morte, achei estranho que nem as rádios nem as televisões passassem as gravações que o fizeram famoso. Fui procurar. Entrei canções muito apresentáveis. “Corpo e Alma” tem a minha idade (e é provavelmente a sua melhor voz, juntamente com “Ingratidão”) e “Porta Secreta” (de 1967) merecia melhor destino. Teve pouca sorte com as canções de Nóbrega e Sousa, com orquestrações abaixo da média, mas o país da época não podia acompanhá-lo em “Olhos de Veludo”, de 1968, muito latina (graças a Ferrer Trindade, que era o produtor) quando já havia outras ambições mais elevadas na chamada música ligeira. Um pouco mais de chama (e menos conotações políticas) e “O Homem do Leme” poderia ser uma canção. Teve pouca sorte – e a magnífica figura não o ajudou naqueles tempos.

Da coluna diária do CM.

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