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Anita Brookner, 90 anos.

por FJV, em 16.07.18

Hoje, falar de Anita Brookner é uma espécie de curiosidade literária para quem não leu ‘Hotel du Lac’ (que obteve o Booker em 1984, publicado em Portugal em 1986) ou para quem não sabe que foi a primeira mulher a ocupar a cátedra de Fine Arts na universidade de Cambridge em 1967. A família é curiosa: o avô materno, polaco, fundou uma companhia de tabaco, a mãe era cantora, o pai era também um imigrante judeu vindo da Polónia. Sempre solitária, “a mulher mais triste do mundo” (é este o retrato das suas personagens femininas) só publicou o primeiro romance aos 53 anos, em 1981 (antes disso escreveu sobre pintura) – mas foram ‘Olhem para Mim’, ‘Hotel du Lac’ e ‘Uma Amiga de Inglaterra’ os seus livros mais marcantes, cheios de melancolia, de tristeza, de mulheres tímidas da classe média inglesa que nunca viveram uma história de amor ou vivem sozinhas (ela própria nunca casou e escreveu um romance luminoso sobre o tema, ‘As Regras do Compromisso’) – ou seja, sobre pessoas que nunca têm aquilo que procuram. Hoje completaria 90 anos, mas morreu em 2016, com 87 anos. Sozinha.

[Da coluna no CM]

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