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América.

por FJV, em 09.11.18

O problema americano é o da sua criancice. Ao olhar os resultados e ler os comentários sobre as eleições intercalares dos EUA, ficamos com a impressão de estarmos num jardim infantil onde cada criança quer a sua dose exagerada de atenção; um político é, sobretudo, ou um farsola cheio de si, que se pode apreciar pela sua jactância e detestar pela grosseria – ou um terapeuta que promete aliviar problemas hormonais e apaparicar com desvelo os seus pacientes. Não se pede a nenhum deles que seja um génio à dimensão de John Hay ou Henry Adams, que desenharam o século XX americano; mas ao menos que interprete a grandeza do país. As estrelas de Hollywood (um grupo nefasto de parlapatões) e os grupos identitários de sexo, etnia e outras classes, minaram o campo democrata, que é um saco de gatos a miar de histeria; oportunistas e populistas canalizaram a sua fanfarronice para o lado republicano, desonrando com deselegância a sua tradição conservadora. Num mundo à beira de vários precipícios, os EUA, com estes bandos de crianças, não têm nenhuma mensagem interessante ou digna para partilhar. 

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