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A minha arma não perdoa

por FJV, em 09.03.18

Filho de pai irlandês e de mãe escocesa – o que resultaria disto? Mickey Spillane, um dos autores que mais fascinou os leitores portugueses de romances policiais dos anos 50 e 60 em Portugal. Começa por escrever histórias para os heróis da época (Capitão América, Super Homem ou Batman), e participa na II Guerra como piloto. Em 1947 estreia-se com O Juiz Sou Eu, a primeira aparição de Mike Hammer, o detetive protagonista da maior parte dos seus livros. Sem cerimónias, explica a razão por que escolhe o nome ‘Hammer’ (martelo): “Porque o homem, no fundo, gostaria de ser um martelo para esmagar a cabeça do seu próximo.” Vingança, justiça, reparação, nada de sentimentos – nos seus livros mata-se e morre-se. Os títulos são fatais: o melhor deles é A Minha Arma Não Perdoa (My Gun Is Quick), mas há Ofício de Matar, A Vingança É Minha ou O Assassino Implacável. Há um rasto de melancolia em Uma Noite Solitária, mas é coisa pouca; o tom é violento, conservador e sem misericórdia. Nos seus livros há bons e maus, com poucas variantes. Nasceu há exatamente 100 anos, em NY.

 

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