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A ilha da Liberdade.

por FJV, em 30.11.16

Para compreender a espalhafatosa e falhada invasão americana de Cuba recomendo um livro portentoso, O Fantasma de Harlot, de Norman Mailer. São mil páginas imparáveis – um romance – que tratam de reconstruir a história da CIA, a corrupção do clã Kennedy (e companhia) e a decadência do espírito da América. Para condenar a estupidez dos americanos não é necessário tecer loas ao ditador cubano (basta ver O Padrinho). Jerónimo de Sousa e o PCP nunca perderam a face por isso, mesmo que recomendem Fidel como expoente dos “ideais da liberdade, da paz e do socialismo” e designem Cuba como “Ilha da Liberdade” (vem nos jornais deste domingo). Declarações como estas (ou sobre Estaline como campeão dos direitos humanos) nunca têm contraditório. Há anos, este jornal entrevistou uma deputada do PCP e perguntou-lhe o que pensava do Gulag e dos campos da morte soviéticos – respondeu que não tinha dados, nem tinha estudado o assunto na faculdade. Jerónimo de Sousa é uma excelente pessoa; mas teria ele concordado com o fuzilamento de portugueses, se tivéssemos vivido uma ditadura militar comunista?

[Da coluna do CM]

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