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Família & famiglia.

por FJV, em 27.03.19

Admito, com sinceridade, que a maior parte dos membros do governo que nomeou familiares, amigos ou familiares de amigos e correligionários para funções no Estado não o tenha feito com base no desejo de criar uma rede de influência, poder ou puro nepotismo. Admito até que o tivessem feito por motivos de confiança política, um argumento aceitável. Simplesmente, é uma confiança que se manifesta através de redes familiares ou de amizade cúmplice. São duas gerações que ali se atravessam com as suas cumplicidades, justamente. Gente que se conhece bem, que  frequentou as mesmas escolas, os mesmos bailes, as mesmas praias, as mesmas festas de casamento, os mesmos padrinhos – e, também, os mesmos bancos de escola, os mesmos picadeiros, universidades, restaurantes da moda, ou os mesmos grupos nostálgicos de extrema-esquerda. O que pensam acerca da vida, das férias, dos amigos, das pessoas que admiram, dos sotaques e do dicionário que usam? Coisas parecidas. São as suas referências. Foi assim antes do 25 de Abril, é assim agora – os poderosos multiplicam-se uns aos outros desde cedo. 

Da coluna diária do CM.

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