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A doença crescente.

por FJV, em 26.04.19

Das palavras do Bispo do Porto sobre a ditadura do trabalho gerada pelos “novos senhores do mundo que dominam a economia”, e sobre o capitalismo como inimigo da  família, fixámos sobretudo o que tinha a ver com o encerramento dos supermercados e centros comerciais ao domingo. É pena, porque o ataque de D. Manuel Linda ao capitalismo quotidiano é muito importante; o problema dos centros comerciais é outro. Encerrar os centros comerciais ao domingo até faz sentido como um ataque ao consumismo, mas coloca o problema do descanso obrigatório (que o judaísmo resolve com o ‘shabbat’, uma paragem radical do tempo em prol dos indivíduos e da família – de que o cristianismo já não dispõe) para os outros trabalhadores. Os dos cafés e restaurantes, das telecomunicações, do turismo em geral, dos transportes, da imprensa, dos museus, dos hospitais, dos aeroportos, etc. O Bispo do Porto não resolve isto com uma proibição, se bem que fosse bom que o mundo parasse um dia por semana. O problema é sermos cada vez menos espirituais. No seu rebanho, D. Manuel Linda sabe que é essa a doença crescente.

Da coluna diária do CM.

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