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por FJV, em 06.10.07
||| Paulo Francis recordado.
Não perca a amostra de pedacinhos do «Diário da Corte», de Paulo Francis, reproduzidos por Alexandre Soares Silva, aqui, aqui, aqui, e aqui.
[FJV]

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por FJV, em 06.10.07
||| Eles adoram queimar, 4.
No O Jansenista, «Eles adoram queimar.»: «Chavistas, lulistas e quejandos agradecem comovidamente tanta ingenuidade - e agradecem mais ainda que, em países como o Brasil, poucos sejam já os que sabem o que significou a dupla Jânio Quadros / João Goulart em termos de atraso económico e de degradação social do país, isto só para darmos um exemplo.»
[FJV]

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por FJV, em 05.10.07
||| Eles adoram queimar.

Eles adoram queimar jornais, livros e revistas. Se eles pudessem, queimavam mais. Periodicamente, pedem que se feche um jornal ou uma revista. O lulismo terá o seu canal de televisão. Recentemente, depois de a assembleia legislativa do Rio de Janeiro homenagear Chávez, pediram para queimar («queima, queima...») O Globo. Aprendem depressa. Nunca aprendem.
Desta vez, depois de a Veja publicar uma capa sobre Ernesto Guevara (à semelhança do que em Portugal fez a Atlântico), vieram para a rua queimar exemplares da revista. Já há um coro, multiplicado, com o apoio dos sindicatos, do PT e dos intelectuais do lulismo. Eles adoram queimar. Em Berlim, queimaram. Em Salem ou no Utah, queimaram. Em Roma, queimaram. Eles aprendem depressa. Nunca aprendem.
[FJV]

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por FJV, em 01.10.07
||| Regresso.
Depois do fim do GNT/Globo, substituído na altura pela TV Record, regressa hoje a Globo, o novo canal brasileiro na TV Cabo. Para quem gosta de matéria brasileira, é mil vezes melhor do que o canal dos bispos da IURD (Record), essa máquina de explorar a crendice e a miséria.
Vai ser possível ver «Manhattan Connection», Jô Soares, Marília Gabriela, «Saia Justa», «Altas Horas», programas da Globo generalista brasileira e do GNT, além da programação de futebol da Globo e da SportTv do Brasil.
[FJV]

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por FJV, em 28.09.07
||| Democratização com a IURD.








Enquanto o governo não tem o seu próprio canal de televisão (mas vai ter, além da Radiobrás com o seu «Hora do Brasil»), Lula e os bispos da IURD aliam-se em prol da «democratização da comunicação social» no lançamento da Record News. [Na foto, Lula e o bispo Edir Macedo.] É a aliança que faltava, mas não é de estranhar. Edir Macedo já é o super-herói do povo.

Opinião de Reinaldo Azevedo: «Os amanhãs sorridentes estão garantidos. Nesta madrugada, enquanto a Record News reapresentava um jornal e depois reprisava as entrevistas de Renan Calheiros e de Lula, a outra Record garantia que, se tudo vai mal da vida do telespectador, basta que ele vá a uma Igreja Universal para participar de uma tal cerimônia dos 318 pastores. [...] PT e Universal são duas máquinas de explorar a ignorância, a crendice, a miséria material e a pobreza espiritual. [...]
Macedo e Lula tinham o que comemorar, não é? Um lançava a Record News, e o outro, a Lula News. Ambos estão crentes de que, desta feita, derrotam os inimigos. Mas eles têm também uma fragilidade: os aparelhos que criaram dependem de suas respectivas intervenções pessoais. Sem herdeiros, tendem a se esfacelar. E é o que vai acontecer. Para o bem da democracia. E do cristianismo.»
[FJV]

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por FJV, em 24.09.07
||| Incentivos aos alunos.
Rio de Janeiro paga até R$ 4.560 a aluno que se formar com nota boa.
[FJV]

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por FJV, em 15.09.07
||| Os delinquentes. Tinham saudades?
Os delinquentes salvaram a pele. Renan Calheiros não foi salvo pela escumalha; o que ele abriu foi uma crise descomunal de que o Brasil se livrará com dificuldade. Ao mesmo tempo que o PT lança vergonhosamente sinais de que, por si, mudaria a Constituição para um terceiro mandato de Lula (a história do 3 na estrelinha do partidão, com o apoio discreto do Banco do Brasil), o salvamento do presidente do Senado significa que, a partir de agora, a política do lulismo pode tudo. Com chantagem e com despudor, à vista de toda a gente. Queriam-no? Aí o têm, ao Apedeuta.
[FJV]

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por FJV, em 03.09.07
||| Criptograma.







O Rio de Janeiro está cada vez mais lindo... (Ó Francisco, não estou a falar de política, não venhas de novo com declarações solenes!)
[MAV]

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por FJV, em 02.09.07
||| Piada do ano.







«Ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido.» Lula, no Congresso do PT, em S. Paulo.

Adenda 1: «O que é importante é que nada que nos aconteça, processados ou não, pode nos esmorecer.» Ele não sabia nada.


Adenda 2:
Outra piada do ano é a reestatização da Vale do Rio Doce, uma outra «obrigação moral» do PT. O grupo que pede um plebiscito sobre a privatização da Vale está, como se compreende, cheio de «autoridade moral, ética e política» (trata-se do MST, UNE e CUT; coisa fina).

[FJV]

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por FJV, em 01.09.07
||| A língua, por exemplo. E a afectividade.
Por falar em Brasil, veja-se aqui a entrevista com Francisco Seixas da Costa, embaixador português em Brasília (no Diário Económico).
«Há um problema estratégico sobre a língua portuguesa no mundo que temos de discutir. Temos de perder o sentido patrimonialista da língua. Se o português tem futuro esse futuro está no modo maioritário como ela é falada. E esse é o modo brasileiro de falar português. É preciso que se comece a dizer isto de uma forma clara. Temos hoje quatro grandes línguas internacionais de afirmação cultural: o inglês, o francês, o espanhol e o português. O resto são línguas que podem ter uma grande dimensão de falantes ou um grande peso económico (como sejam o chinês, o russo ou o alemão), mas não têm uma grande dimensão de natureza cultural. Devemos olhar para o português como elemento de natureza estratégica no plano internacional.»
[FJV]

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por FJV, em 01.09.07
||| Portanto, era verdade.
Foi recebida com escândalo a notícia de que os juízes do Supremo Tribunal Federal brasileiro tinham as suas casas «grampeadas» com escutas ilegais por parte da Polícia Federal. Mais uma vez, seria uma denúncia ridícula, desculpava-se o aparelho do PT. Agora, é a presidente do STF que o diz e que o prova. Eles também querem provar que não têm emenda.
[FJV]

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por FJV, em 28.08.07
||| O cerco. 40-40.







Todos os 40 denunciados pela procuradoria-geral da República foram constituídos réus pelo Supremo Tribunal de Justiça do Brasil, englobando a cúpula do PT. Não se trata de uma condenação, mas de abrir portas para aquilo que o lulismo sempre evitou e condenou: que os membros da quadrilha fosse julgados.
A decisão do STJ brasileiro ao aceitar todas as denúncias apresentadas pelo procurador-geral, transformando em réus dirigentes nacionais do PT (Dirceu, Genoíno, Luzinho...) em que Lula sempre depositou confiança e que o partido continua a festejar, constitui um sério revés no lulismo, na forma como tem gerido os seus negócios, como se tem apropriado da máquina do Estado brasileiro, como tenta fazer de conta de que não é nada e como não quer livrar-se do seu lixo. O lugar de Lula no altar dos santos padroeiros não sai beliscada; mas ele foi e é o chefe daquilo que o procurador-geral designou de quadrilha e de «sofisticada organização criminosa» (o documento da denúncia pode ser lido aqui). «Lula não sabia de nada»; ninguém de bom senso acredita neste refrão, repetido vezes sem conta pelo próprio. Desta vez, porém, é o coração do lulismo que é atingido: não apenas a classe dirigente do PT como, também, os seus aliados instrumentais durante o primeiro mandato (a que, no segundo mandato acrescenta a José Sarney gente como Renan Calheiros ou Jader Barbalho). E é o próprio evangelizador n.º 1, Duda Mendonça («o homem que traduziu o petismo para os simples de espírito») caiu na rede dos réus. A condenação moral pesa sobre o partido que era o campeão da moral e que se tinha apropriado, à esquerda, de toda a moral. Acho que ela pesa sobre Lula.

Para cúmulo, leia, no blog de Josias de Sousa /Folha de S. Paulo, a referência ao «mega-jantar organizado para render homenagens aos camaradas-mensaleiros. A escolha do cardápio não poderia ter sido mais adequada: pizzas».
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por FJV, em 28.08.07
||| Ele foi apanhado. Também.
Segundo o procurador-geral da República brasileiro, Antonio Fernando Souza, o «núcleo político» integrado por José Dirceu (ex-chefe da Casa Civil de Lula, acusado de saber e comandar o esquema do mensalão) Genoíno (ex-presidente do PT), Delúbio Soares e Sílvio Pereira tinham objectivos bem definidos. Por isso, José Dirceu e José Genoíno foram constituídos réus do «caso do mensalão». Dos 40 denunciados pelo procurador-geral, 37 já são réus. Lula não sabia de nada.
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por FJV, em 26.08.07
||| O dilema depois da vergonha.
Cesare Battisti (hoje um escritor de romances policiais, casado, bom pai, cidadão pacato) é acusado pelo governo italiano de ser um criminoso comum (terá, segundo testemunhos de arrependidos, assassinado quatro pessoas e efectuado alguns assaltos) preso em 1979 e condenado, à revelia, a prisão perpétua; fugiu e está no Brasil. Passou pela França (onde, durante o consulado Mitterrand foi recusada a sua extradição -- decisão que viria a ser alterada em 2004) e pelo México. O assunto é tratado na edição da Folha de São Paulo deste domingo (edição em papel já disponível em Portugal). Porque, para o governo brasileiro e para os seus juristas, Cesare Battisti, que foi militante do PAC (Proletari Armati per il Comunismo), é um refugiado político. Os crimes cometidos quando muito jovem estão “ao abrigo” dessa militância. Alguns brasileiros que cometeram crimes durante a sua militância política são hoje governantes durante a ditadura; na Itália não havia ditadura e os crimes de que é acusado decorreram em 1978 e 1979. Seja como for, o que está em causa não é o dilema que se coloca agora ao Supremo Tribunal brasileiro e à consciência de cada um – mas sim a vergonhosa atitude do governo de Lula, que devolveu à ditadura de Fidel Castro os dois cubanos que tentavam o exílio. Eles não tinham cometido nenhum crime, mas a Polícia Federal tratou de os engavetar e de obedecer aos telefonemas cubanos. Com a curiosidade de que a viagem entre o Brasil e Havana foi feita num avião venezuelano. Santa aliança.
[FJV]

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por FJV, em 25.08.07
||| Eles foram apanhados. O cerco.
O Supremo Tribunal Federal decidiu aceitar as denúncias contra 19 dos 40 nomes que figuram no caso do mensalão, sob a acusação de peculato e lavagem de dinheiro. Entre eles estão João Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara de Deputados, pelo PT), Marcos Valério (encarregado do pagamento do mensalão aos deputados e «caixa dois» do PT), Henrique Pizzolato (ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, de onde lubrificou a máquina do PT), Luiz Gushiken (ex-secretário da Comunicação de Governo e Gestão Estratégica e ex-assessor especial de Lula) ou Professor Luizinho (ex-deputado do PT e ex-líder do governo Lula no Congresso), Paulo Rocha (ex-líder do PT na Câmara de Deputados) Anderson Adauto (ex-ministro dos Transportes de Lula), entre outros.
As acusações de formação de quadrilha e corrupção ainda não foram analisadas pelo STF e entre os suspeitos denunciados pelo procurador-geral da República estão José Dirceu ou José Genoíno. Na próxima semana continua a saga.

Josias de Sousa: «Seja como for, a presença invisível do PT no banco dos réus é, a essa altura, de uma nitidez hedionda. Pode-se enxergar a legenda de Lula de duas maneiras. Alguns vêem o partido como um inocente culpado. Outros, como um culpado inocente. Em qualquer hipótese, enganchou-se no logotipo do PT o adjetivo “culpado”. Ex-borboleta da política brasileira, o PT ganhou, nos contornos do voto do ministro Joaquim Barbosa, uma aparência de larva. Uma lagarta que imprimiu em cada linha, em cada parágrafo, em cada página do texto do relator, um rastro pegajoso de perversões. O pior é que o partido parece ter-se habituado à nova fisionomia.»
[FJV]

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por FJV, em 24.08.07
||| A vida é assim.














Só no Brasil. A jornalista Mônica Veloso, o vulcão que criou o caso Renan Calheiros, o escândalo da moda, decidiu posar para a Playboy. Fez bem. As fotos foram tiradas na Gávea, um dos meus lugares do Rio. Perdendo-se um corrupto senador da República, ganha-se uma mulher na flor da idade. Chato, não?
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por FJV, em 24.08.07
||| Pessimismo, claro. O cerco, 2.
59 contra 41. Os leitores da Folha acreditam que o Supremo brasileiro vai «aceitar denúncia do procurador-geral da República contra os 40 envolvidos no escândalo do mensalão – esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político». Entretanto, foi já aceite, na sessão de ontem, «a denúncia de gestão fraudulenta contra três atuais dirigentes do Banco Rural», um dos motores do mensalão. O que torna tudo mais claro: ou seja, provando-se o delito, tem de haver suspeitos. O relator do processo indiciou, a propósito de José Dirceu: «São imputadas a ele acusações com base em vícios que analisaremos...»
[FJV]

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por FJV, em 23.08.07
||| Pessimismo, claro. O cerco.
Suspeitas de escutas aos telefones dos juízes do STF, campanha de rua para absolver «os companheiros», tudo serve para criar uma onda de pessimismo.
Links fundamentais da sessão de hoje: resumo da sessão. Defesa dos suspeitos. Procurador-geral da República reforça denúncias da quadrilha. O que está em causa não é provar a culpa dos membros da quadrilha mas apenas a admissibilidade do processo.
Como funcionava o mensalão. Quem são os implicados. Cronologia.
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por FJV, em 23.08.07
|||Tradição lusitana.
João Otávio de Noronha, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) brasileiro, propôs «o fim do foro privilegiado para autoridades do poder público». Ou seja, que os crimes dos políticos sejam julgados por um tribunal comum. Tudo bem. Simplesmente, a acusação é maior e traz consigo o rasto de complexo colonial: «É preciso acabar com essa cultura lusitana e antidemocrática», diz João Otávio. Amigos brasileiros: não se importam de lhe explicar que o Brasil já tem tradições que não dependem de nós, portugas?
[FJV]

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por FJV, em 22.08.07
||| Começa hoje.
Agora que o Supremo brasileiro vai começar, a partir de hoje, a discutir se a quadrilha do mensalão vai ou não ser julgada, pode relembrar-se este momento glorioso, «o repto lançado por Roberto Jefferson na direção de José Dirceu, à época o chefão do Gabinete Civil de Lula»: «Rápido, sai daí rápido Zé, senão você vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula...» Dirceu saiu; enxotado. Como declarou o Apedeuta: «Foi afastado. Foi afastado. Eu o afastei. Afastei o Zé Dirceu, afastei o Palocci, afastei outros funcionários que estavam envolvidos e vou continuar afastando.»
[FJV]

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