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Antes, os idiotas andavam aqui e ali, e demoravam a encontrar-se. Agora, estão juntos na internet.

por FJV, em 26.03.09

Naquele país extravagante que é a Inglaterra, a nova reforma do ensino primário armada pelo governo local (como se já não tivesse outros problemas) acha que é necessário «ensinar» o Twitter às crianças. Juntamente com isso, a manejar a Wikipedia, suponho que as plataformas de blogs e, não tenho bem a certeza, mas talvez a visita ao YouTube e aos sites de sacanagem. Nada que elas não saibam; trata-se, no fundo, de ensinar-lhes coisas que já são mais do sabidas. De facto, a ideia não deixa de ser absurda, mas convém dizê-lo com clareza porque não há apenas idiotas em Portugal. Além do mais, antes que estoirem os foguetes, relembre-se que estas ideias estão a ser criticadas um pouco por todo o lado.

 

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15 comentários

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De Um bocado desbocado a 26.03.2009 às 17:41

Percebo a exasperação, partilho-a. Só não percebo ainda a distinção que tenta fazer da internet e da "sociedade restante".
Se isso é para se demarcar dos comportamentos associados à internet, a qual aspira todos os disparates, e que fora dela até já nem há idiotas (no limite, para efeito argumentativo), então fico céptico perante essa intenção.
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De FJV a 27.03.2009 às 04:48

Desculpe, mas não percebi bem. Não é para me demarcar de nada. É muito claro, o meu texto: em Inglaterra, um cavalheiro propõe uma reforma do ensino primário em que, entre outras coisas, se anuncia a introdução do Twitter. Por exemplo. Esqueça o resto.
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De Desbocado a 27.03.2009 às 10:15

Quanto ao corpo do texto, nada a acrescentar, é arrepelar a grenha e tratar dos preparativos para a regressão da raça aos pitecos (ah, a saudade mais-do-que-ancestral...). O título que escolheu é que me parece querer definir (pronto, se foi involuntário, aceito) o grupo dos eles - os idiotas, e o grupo do eu/nós - os que têm discernimento para detectar a idiotia, isto porque acredito muito fortemente que não há qualquer fronteira entre coisa alguma, a internet acolhe tudo o que há na "sociedade civil" na correcta proporção de imbecilidade e genialidade, etc., etc., etc.
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De Blondewithaphd a 26.03.2009 às 18:42

Se ficamos contentinhos por não andarmos sozinhos na idiotice...
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De jonasnuts a 26.03.2009 às 22:13

Não me parece que ensinar às crianças como é que se devem comportar e como é que se utilizam ferramentas que cada vez mais fazem parte do dia-a-dia possa ser mau.

Cada vez mais cedo essas crianças têm acesso a essas ferramentas (seja através de jogos que possibilitam a comunicação com outros jogadores, seja através de messenger, seja através de redes sociais), é melhor que acedam a essas ferramentas já instruídas acerca da forma como as devem usar. Sensibilizadas para a questão da privacidade dos seus dados, para a sua segurança, para os predadores, etc...

Eles já o fazem, fazê-lo de forma consciente e sabedores do que fazer e (sobretudo) do que não fazer, não me parece mal.
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De FJV a 27.03.2009 às 04:52

João: o que eu digo é isso mesmo -- que as crianças já dominam a matéria naturalmente e que ela (a matéria) faz parte das aulas de TIC, em Inglaterra e aqui. Transformar isso em «currículo nobre» é que é desnecessário. Não estou «contra» o ensino das «novas tecnologias». O problema é a desvalorização de outras matérias; por exemplo, deixa de ser estudada a II Guerra ou a época vitoriana, mas é introduzido o Twitter. O Twitter (como exemplo) é apenas um instrumento, não uma finalidade.
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De JMBarbosa a 27.03.2009 às 03:54

Rejeito a sua coragem de reservista. Uma espécie de origem. Sempre submisso, venerando e obrigado. Uma espécie de coisa, lambe-botas do poder. A não ser assim, estava a contribuir para as estatísticas dos desempregados. Tenha vergonha e diga o que de facto quer dizer. Não há mal nenhum nisso. Pois ... quem tem cú, tem medo. Nisto, o seu blog, é paradigmático. Em mais nada. Desculpe, ou não. Que chatice que é lidar com com a covardia.

JMB
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De Dramamamática gramamamática a 27.03.2009 às 09:53

Mais um que gosta de meter um grande acento no próprio U...
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De fernando antolin a 27.03.2009 às 11:31

E o JMBarbosa assume a sua valentia e activismo em que terreiros? Ou veio aqui só para mostrar que se esqueceu da educação que certamente recebeu?

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De Pedro a 27.03.2009 às 13:46

Acho importante que essas introduções sejam dadas o mais cedo possível. Não num ponto de vista de utilização (como disse, as crianças já sabem utilizar essas plataformas) mas do ponto de vista de potencialidades e segurança. Não em deterimento de outras matérias mas num ponto de vista de suporte às mesmas. O ensino está a mudar e utilizar as novas plataformas para aprender, ser criativos, inovadores, curiosos é de salutar. Aliás, Don Tapscott (que proferiu uma palestra em Portugal sobre este assunto recentemente) é muito claro.

As novas tecnologias estão ai e os professores devem-se aproveitar delas para vincular novos conhecimentos e reforçar o que já era ensinado (e passar a ensina-lo de um modo diferente e provavelmente, mais inteligente).

Não acho estupidez nenhuma... Nem consigo entender onde é que o domínio dessas ferramentas é menos importante do que o domínio da história (não podendo uma matéria substituir a outra, claro)
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De Maria a 28.03.2009 às 15:57

Compreendo a indignação e esta proposta não faz sentido..utilizar o Twiter ou qualquer outra ferramenta da net é útil, claro, tão útil como aprender a utilizar uma máquina de ATM ou um Blackberry. Não faz é sentido ser incluído num programa curricular, até pelo prazo de validade da matéria...
Não sou reservista nem conservadora, como já li por aqui, mas cada coisa no seu lugar, senhores.
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De clara a 28.03.2009 às 17:04

Você devia dizer isto era aos seus amigos Barreto e Filomena Mónica, que enchem a boca a falar da civilizadíssima Inglaterra! Mas, de qualquer maneira, FJV, qual é o problema de ensinar o Twitter às criancinhas inglesas?!? Cada coisa tem o seu espaço. Eu sou professora de Literatura Portuguesa, leio imenso (sempe li) e isso não me impede de ter um blogue, de consultar quotidianamente a Net, de ter presença no Twitter, etc, etc.
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De Araújo a 29.03.2009 às 10:27

"É da idade, com certeza. Falta-me a paciência para os idiotas que consideram as cabecinhas das crianças e adolescentes como um vulgar depósito daquilo que ELES ENTENDERAM DECRETAR por “sabedoria” e “conhecimento”. A humanidade perdeu-se quando a escola trocou a caverna de Platão pelo Twitter, dizem eles.
Dizerem, não é mau. Mau é acreditarem"

in Certamente que sim

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De anita a 31.03.2009 às 04:47

tens toda a razão, meu caro. Que triste realidade!
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De Maria, Essex, UK a 12.04.2009 às 23:40

Tem toda a razão, FJV.
Até me lembrei de Albert Einstein.
"Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sure about the universe."

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