De Sou mesmo tonto a 30.03.2009 às 15:41
Não esperavas?
Porque é essa a tua natureza? Não adianta esperar nada de ti, assumes que são assim todos os demais?
Não percebo para que te convém que eu seja o Viegas, seria o teu deus ex machina? Resolvendo também a intrigante e sem saída alusão à praia?
Mais perguntas? Tudo perguntas.
Tudo perguntas?
Vou testar o alcance da tua língua: eu não sou tonto, sou mesmo tonto.
Diz-me o que poderias esperar de mim ou do Viegas, não respondo por ele, mas por mim tentarei realizar-te todas as fantasias, sem limite,
vem, atira-te de cabeça, sem receios, atreve-te, walk into the light, vem de retro (eu tapo os olhos e o nariz), o céu não é o limite.
Homessa, Quim, agora (além de tudo o mais) estás a desiludir-me?
Aproveita, o Viegas ainda se apercebe deste confronto de titãs, vem cá puxar-nos as orelhas e corta-nos o pio
[isto para poupar uma palavra como enrabar, que talvez não use por ser mesmo um heterónimo do Viegas, e não chegar ao ponto de ser deselgante comigo mesmo para me ocultar; mas que percebo eu disto quando és tu o taumaturgo que me apliou a barriga, me fez escurecer dramaticamente a pele, e me fez crescer uma barbicha à la Pedro Mexia mas com pêlo a sério, não apenas a intenção?(*)],
se não tivermos este leal cantinho para nos encontrarmos, como nos reconheceremos lá fora na vida real?
Não estou preparado para ficar sem ti...
Sem ti o mundo não faz sentido. Espera, esta frase está mal formulada. Que digo eu? As palavras não me servem... Contigo o mundo não faz sentido? Será isto? Ou... não fazes sentido no mundo?
(*) Lê (**) a crónica que o próprio Mexia escreve sobre a sua carismática barba, Nada de Melancolia, espero não estar a fazer fraca figura por recomendar isto a quem me recomenda gente nascida e morrida há 3 e 4 séculos atrás. Homem, eu sou um plebeu. Além disso tudo que acrescentas, tonto, sei lá que mais, esses teus improvisos. Se precisares de disparatar ainda mais, estarei cá há tua espera. Podes contar comigo, eu estarei aqui para tudo o que precisares.
(**) assim mesmo, no imperativo.
Toma, finalmente, um legítimo bocado (não tomes a parte pelo todo, lê bem, é apenas um bocado..., controla-te!) meu.
Jorge José, o plebeu (só para rimar).
(Joselito porque o meu pai lhe assobiava os trinados com uma habilidade e afinação incríveis.)