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Recortes. O amor de outros tempos (e uma catástrofe).

por FJV, em 16.03.09

 

 

 

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21 comentários

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De Não aguento! a 16.03.2009 às 14:01

Então? E como é que isto termina?
Quero ver o resto!
TENHO de ver o resto!
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De Blondewithaphd a 16.03.2009 às 16:13

Acontece com muitas louras...
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De JL a 16.03.2009 às 17:43

Na TVI - As tardes da Júlia!
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De Loucuras a 16.03.2009 às 17:47

Gosto especialmente da palavra "vagido".
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De Filólogo Mignon a 17.03.2009 às 00:24

Pois, mas vagido não tem capacidade de lubrificação.
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De Harry Lime a 16.03.2009 às 19:03

FJV,

Brilhante! O problema quando um tipo lê uma coisa destas é que não imagina que alguém possa ter escrito isto sem ironia.

Hoje em dia somos uns cinicos. :):):)
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De ... a 16.03.2009 às 23:49

eu também sou assim. é por isso que são eles que cozinham.. ;)
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De paulo ricca a 17.03.2009 às 00:06

Uma pergunta: esta é a Eva, irmã de Julieta?
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De FJV a 17.03.2009 às 04:04

Esta é a Julieta...
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De paulo ricca a 17.03.2009 às 15:50

Não pode ser a Julieta! Se a memória não me trai, a Julieta era a irmã morena, mais convencional. A loura era a Eva, namoradeira e leviana... como convinha, aliás, sendo loura! "o coração de Julieta" aos domingos no "Janeiro", ali mesmo ao lado do "reizinho" e do "príncipe valente"...
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De Blondewithaphd a 17.03.2009 às 16:26

Muito eu gosto dos "aliases" aplicados às louras...

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De paulo ricca a 17.03.2009 às 21:46

O cão de Pavlov também salivava sempre ao toque da campainha, quer ele fosse em defesa de uma tese quer fosse ocasional. Eu não estava a defender teses, mas desculpe ter feito soar a campainha.
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De Henrik a 17.03.2009 às 20:01

Eu também soltei um vagido agora com essa deprimência.
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De Niet a 17.03.2009 às 23:01

" O único repouso que posso atingir sem vergonha é o que é dado por um prazer violento. Esse tipo de comocao torcida e voluptuosa, que nao tem nada a ver com a morte, mas que, tendo-a solicitado com um grito, se entrega rapidamente à impostura da felicidade ", in dossier des " Larmes d´Éros ", G. Bataille

Georges Bataille marcou muito a renovacao do Amor e da Libertinagem, nos anos 80 em Portugal.
O pior é que só existem dois livros traduzidos...Niet
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De Henrik M&M a 20.03.2009 às 13:52

Dois!? De onde veio essa ideia?
1. A literatura e o Mal, Lisboa, Vega. (1.ª edição 1998)
2. A Parte Maldita, Fim de Século Edições. (2005)
3. História do olho e minha mãe, Livros do Brasil.
4. O Ânus Solar, Assírio & Alvim, 2007
5. O Erotismo, 3.ª edição 2008, Antígona.
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De Niet a 20.03.2009 às 18:01

Sem as OC da Gallimard( 12 volumes) nao se consegue entender,profunda e revolucionariamente, o pensamento de G. Bataille. Porque há os inéditos e os croquis/ensaios dos textos, adstritos. O mesmo se passa com as OC do Bakounine: grande parte dos volumes da Champ Libre/Lebovici estao esgotados e as edicoes Monde Libertaire-Paris vao fotocopiando à medida do fluxo de vendas. Thanks pela referência.Niet
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De Henrik a 20.03.2009 às 18:15

Concordo. Contudo, e presumo até que saiba isso melhor que eu, o pensamento de Bataille é fragmentário. Tem uma linha de pensamento: é um facto. Será em última instância a análise da transgressão, no entanto, como aliás deixou de acontecer pós-Hegel o pensamento dele não é, de todo, sistemático.
Para além disso, dificilmente se pode considerar o pensamento de Bataille como revolucionário. É até admitido por ele, e expresso em livro em "a literatura e o mal" que obra essa senão uma homenagem aos seus precursores? :)
Não olvidando que em Portugal terá havido tanta influência de Bataille como de Henry Miller. Porventura até mais do último.
Abraço.
H.
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De Niet a 20.03.2009 às 23:46

Bataille- que no "Sur Nietzsche" e na " Experience Intérieure "afia as suas teses gerais -dobra e, no meu modesto entender,ultrapassa de forma radical o serôdio marxismo de Sartre.Se nisso se inscreve e irradia algum sentido, a meu ver, gera-se nessa ofensiva teórica , com a ajuda de Jean Wahl e do magistral hegeliano Alexandre Kojève,o início de uma questionacao estrutural aos impasses criados pela filosofia de Marx e Engels. Niet
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De Henrik a 21.03.2009 às 02:01

Não tenho nada a obstar a essa comparação entre Bataille e Sartre. Todavia, acrescento duas notas pessoais, primeiro se Sartre é de certo modo ultrapassado por Bataille (não obsto é um facto) Camus ultrapassa ambos ainda que a opinião pública não se tenha apercebido disso. E ultrapassa pois não se compromete primeiro com a trapalhada ontológica de Heidegger (caso flagrante em Sartre) nem se compromete com misticismo oriental de Bataille. Filosoficamente, apesar das acusações de Sartre, Camus foi muito mais profundo que ambos.
Isto na Europa Continental pois se queremos falar de um efectivo avanço relativamente a Sartre toda a obra de Bertrand Russel é um atestado de inteligência (com alguma estupidez à mistura é certo, dir-se-ia que faz parte também) quando comparado com Sartre.
Atenção, simpatizo particularmente com Bataille. Mas não partilho da tese revolucionária que lhe aplicam. A sua teoria da sexualidade deve - e muito - ao Marquês de Sade, e a sua teoria da transgressão é quase um pastiche de, justamente, Nietzsche, o seu misticismo oriental de revolucionário tem pouco, é uma ocidentalização da filosofia oriental. Se isso é considerado uma revolução então andamos revolucionando mal. Bataille foi quanto a mim mais do que um filósofo um excelente ensaísta e crítico literário.
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De Niet a 21.03.2009 às 10:40

Uma primeira tentativa de resposta. Sem ir reler a monumental biografia de Bataille escrita por Michel Surya- que aconselho vivamente,claro-socorro-me de uns fragmentos de um texto de Ph.Sollers, um dos mais célebres dos seus discípulos e seguidores.Justamente, Sollers é também praticamente desconhecido em Portugal.
1." Un jour, il faut l´espérer, on se rendra compte que le vrai centre explosif de la pensée do XX siècle aura été Georges Bataille, et non pas les noms qui le cachent ou lui sont automatiquement associés ";
2." Les deux grands dissidents du surréalisme, Artaud et Bataille, sont peu à peu rejetés dans les marges de l´Histoire par les figures " politiques " du temps( Aragon, Céline, Sartre, Malraux, Camus et les autres";
3." Les grands mouvements de masse modernes, dit Bataille, sont des phénomènes religieux. Pour les comprendre, il faut une sociologie nouvelle , une sociologie sacrée, impliquant la connaissance des mythes et des sociétés primitives, mais obligeant aussi à un engagement existentiel personnel ";
3. " Il ne s´agit pas simplement de littérature ou de philosophie, mais d´ expérience de tout l´être( l´extraordinaire passion entre Bataille et Colette Peignot- Laure- en témoigne ici) et de " conjuration";
4. " Le plus difficile à accepter, dans les propositions de Bataille, est bien ce maintien de la contradiction entre rigueur et déese, ivresse et connaissance, " éclat tragique de l´existence " et " moquerie immense ". 5. "Les dieux rient des raisons qui les animent, tant elles sont profondes,inexprimables dans la langue des autres ".
Nao concordo, por outro lado, com a sua tese, mr. Henrik, sobre o misticismo...oriental de Bataille. As interferências com o pensamento de Buda ou Gandhi parecem-me secundárias. Niet
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De Niet a 21.03.2009 às 10:48

Errata: No ponto 4, deve ler-se "... est bien ce maintien de la contradiction entre rigueur et dépense ...". Fica a ressalva, portanto. Niet

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